Baixa renda e cartão de loja puxam alta de 21% no cartão de crédito
KAREN CAMACHO
Editora-assistente de Dinheiro da Folha Online
O mercado brasileiro de cartões de crédito deverá registrar faturamento de R$ 15,4 bilhões em agosto, por meio de 201 milhões de transações, de acordo com os dados da Itaucard. O volume será 21,4% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, quando o setor faturou R$ 12,7 bilhões e ficará atrás apenas da marca histórica de R$ 17,6 bilhões de dezembro de 2006.
Segundo Fernando Chacon, diretor de Marketing de Cartões do Itaú, a expansão no faturamento e no número de cartões foi puxada pela baixa renda, que passou a utilizar mais essa forma de pagamento, e pelos cartões de loja (os chamados private label), que estão recebendo a bandeira de uma empresa e ampliando o uso.
O número de cartões de crédito em circulação deverá alcançar 88 milhões ao final de agosto, com crescimento de 18,6% em relação aos 74 milhões do mesmo período de 2006. Já o tíquete médio das transações continuará estável na faixa de R$ 77 se comparado ao mês anterior, mas superior ao tíquete médio de R$ 75 quando observado agosto de 2006.
"Os fundamentos sólidos da economia brasileira que têm permitido a redução da taxa de juros melhoraram o acesso ao crédito e aumentaram o poder de consumo da população. Esse cenário tem contribuído de maneira positiva para a continuidade do aquecimento do setor", diz Chacon.
Os cartões de crédito, embora registram altas mais expressivas nas regiões Sul e Nordeste, são mais concentrados em São Paulo, onde estão 30,7% dos plásticos.
No mês passado, a indústria já havia registrado aumento de 23,2% no faturamento na comparação com julho de 2006, chegando a R$ 15,3 bilhões, também com 201 milhões de operações realizadas por portadores de cartões de crédito, com uma compra média de R$ 77 no mês. Em julho, circulavam no Brasil 87 milhões de cartões de crédito.
Ao final dos oito primeiros meses do ano, a estimativa é que o volume movimentado pelo setor de cartões de crédito ultrapasse os R$ 113 bilhões, resultado de quase 1,5 bilhão de transações com um tíquete médio de R$ 76. Confirmada essa estimativa, terão sido injetados no setor R$ 19,1 bilhões a mais quando comparado com o mesmo volume registrado entre janeiro e agosto de 2006.
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