Dinheiro
09/08/2007 - 13h58

Passagem deve ficar mais cara em Congonhas e baixar em Cumbica, diz Gol

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YGOR SALLES
da Folha Online

A companhia aérea Gol informou nesta quinta-feira que deverá ocorrer uma diferenciação dos preços das passagens aéreas dependendo se o vôo passa pelo aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo) ou por Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo).

Como o custo de operação em Congonhas deve aumentar devido à redução do fluxo de passageiros, além de ter uma localização mais central, ele terá tarifas maiores. Em compensação, o fluxo maior em Cumbica possibilitará à companhia aérea oferecer preços menores ali.

"Não haverá aumento de tarifas, mas certamente ocorrerá esta diferenciação porque o custo de operar em Congonhas aumentará", explicou Constantino de Oliveira Júnior, presidente da Gol, durante a teleconferência de apresentação dos resultados do primeiro semestre.

A mudança nos preços deve ocorrer após a reorganização da malha aérea, que deverá estar concluída em até 60 dias. "Estamos empenhados para resolver isso o mais rápido possível", assinalou o executivo da Gol.

Perguntado sobre a criação de novos hubs (centros de distribuição de vôos), como deseja o governo federal, Barioni vê problemas em forçá-las. "Os hubs naturais são os de São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro. O desejo é da demanda, não adianta mudar o hub para um lugar onde a demanda não quer ir", explica.

A companhia anunciou prejuízo líquido de R$ 35,4 milhões no segundo trimestre do ano, ante lucro líquido de R$ 106,7 milhões no mesmo período em 2006. A empresa atribuiu o resultado negativo deste trimestre à crise aérea e à aquisição da Varig (VRG), que teve seu controle comprado por US$ 275 milhões em março deste ano. A receita líquida somou R$ 1,2 bilhão, número 36,4% superior ao desempenho registrado no segundo trimestre de 2006.

Desafogo

Segundo a empresa, seis aeroportos em um raio de 50 quilômetros do centro de São Paulo podem ajudar a desafogar os três maiores --Congonhas, Cumbica (Guarulhos) e Viracopos (Campinas). São eles os de São José dos Campos, Jundiaí, Sorocaba, Santos e Bragança Paulista, além do Campo de Marte, na própria capital paulista.

"São José dos Campos, por exemplo, tem boa capacidade para absorver passageiros. Já Viracopos pode ter seu transporte de carga reforçado para deixar espaço em Cumbica também para o transporte de passageiros. Jundiaí e Sorocaba, por sua vez, podem receber a aviação civil", disse Constantino.

O objetivo desta reorganização é tentar deixar o máximo de espaço possível para o transporte de passageiros nos aeroportos de Congonhas e Cumbica, que são mais acessíveis e confortáveis.

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