Bolsas em NY desaceleram queda após nova injeção de recursos do Fed
da Folha Online
As Bolsas americanas operam em forte baixa nesta sexta-feira, mas desaceleraram as perdas, sob efeito dos temores quanto à crise no mercado de crédito no país, em particular quanto aos efeitos dos problemas do segmento "subprime" (de maior risco) desse mercado sobre a economia como um todo.
Às 12h20 (em Brasília), a Bolsa de Valores de Nova York estava em queda de 0,82%, operando com 13.161,67 pontos no índice Dow Jones Industrial Average (DJIA), enquanto o S&P 500 caía 0,70%, para 1.442,94 pontos. A Bolsa Nasdaq operava em baixa de 1,02%, com 2.530,47 pontos.
As perdas recuaram depois que o Federal Reserve (Fed, o BC americano) divulgou nota dizendo que irá garantir a liquidez do sistema financeiro para garantir seu "funcionamento ordenado". Além disso, liberou mais US$ 16 bilhões aos bancos.
"Nas atuais circunstâncias, as instituições depositárias podem passar por necessidades pouco comuns de fundos devido aos movimentos de dinheiro nos mercados de crédito", diz a nota.
O comunicado do banco trouxe alguma tranqüilidade aos investidores e fez com que as perdas logo no início das negociações em Wall Street hoje fossem menores que o esperado pelos analistas.
A injeção diminui a tensão sobre o anúncio de duas das principais empresas do setor de crédito imobiliário nos EUA, a Countrywide Financial e a Washington Mutual, que anunciaram que devem ter suas operações afetadas no curto prazo devido à crise atual no segmento "subprime" (que abarca clientes com histórico de problemas com crédito) do mercado hipotecário.
A atual trajetória de queda, tanto nos EUA como na Europa e na Ásia, começou ontem com a decisão do BNP Paribas, de congelar resgates em três fundos, alegando necessidade de avaliar a exposição desses fundos aos créditos "subprime" dos EUA, e a medida do BCE (Banco Central Europeu) de liberar cerca de US$ 130 bilhões para garantir a liquidez dos bancos europeus, no caso de uma corrida dos clientes para retirar seu dinheiro.
O Fed seguiu a direção apontada pelo BCE ontem e liberou US$ 24 bilhões com o mesmo fim.
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