Dólar fecha a R$ 1,951, em alta de 1,3%; turbulência ameniza após ação de BCs
da Folha Online
A negociação da moeda americana seguiu de perto o sobe-e-desce das Bolsas globais, em meio a um movimento dos grandes investidores de " aversão ao risco", que afeta diretamente as economias emergentes.
O preço da moeda americana oscilou entre o pico de R$ 1,970 e a mínima de R$ 1,935, mas encerrou o dia negociado a R$ 1,951 (valor de venda), o que representa uma alta de 1,29%. Trata-se da maior cotação desde 26 de junho deste ano. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado a R$ 2,080 (valor de venda), com acréscimo de 1,46%.
Apesar da apreciação do dólar, o Banco Central não se furtou a entrar no mercado com seu habitual leilão de compra e adquiriu moeda a R$ 1,9445 (taxa de corte).
No mundo da globalização financeira, créditos gerados nos EUA podem ser convertidos em ativos financeiros que vão render juros para investidores na Europa. E quando o banco francês PNB Paribas, um dos mais importantes da Europa, congelou saques em fundos que aplicavam dinheiro em ativos americanos (os "subprimes"), deu a senha para uma jornada de perdas no mercado de capitais global.
Esse nervosismo somente foi minorado após a ação maciça de alguns dos principais bancos centrais do planeta, que garantiram liquidez (oferta de recursos) em um sistema financeiro assustado com a crise das operações hipotecárias americanas, principalmente nos empréstimos de alto risco (os "subprimes").
Juros futuros
O mercado futuro de juros também foi sacudido pelas turbulências globais. O contrato para janeiro de 2008 projetou juro de 11,14%, contra 11,11% na quinta-feira. No contrato de janeiro de 2009 a taxa projetada subiu de 11,12% para 11,16%. E no contrato de janeiro de 2010 a taxa negociada avançou de 11,33% para 11,37%.
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