Lucro do Banco do Brasil cai 36,3% no 1º semestre e fica em R$ 2,5 bi
ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília
da Folha Online
O Banco do Brasil anunciou nesta terça-feira que registrou lucro líquido de R$ 2,5 bilhões no primeiro semestre de 2007. O resultado é 36,3% menor que o obtido no primeiro semestre de 2006. Na comparação com o resultado do semestre imediatamente anterior, o lucro no período representa um crescimento de 14,9%.
A justificativa da instituição para a queda no lucro foi as receitas extraordinárias do primeiro semestre do ano passado, que somaram R$ 2,3 bilhões. Sem a repetição desses recursos nos primeiros seis meses deste ano, o lucro ficou menor.
O resultado ficou abaixo do registrado pelos dois maiores bancos privados do país: o Itaú obteve um lucro líquido de R$ 4,016 bilhões no primeiro semestre deste ano, e o Bradesco, lucro líquido de R$ 4,007 bilhões.
A carteira de crédito do Banco do Brasil atingiu R$ 145,2 bilhões entre janeiro e junho, um crescimento de 28,4% em relação a junho de 2006.
No final do primeiro semestre deste ano, o segmento varejo no banco reunia 23,3 milhões de correntistas e 9,4 milhões de não-correntistas (poupadores e beneficiários do INSS), totalizando 32,7 milhões de clientes pessoa física, um crescimento de 3% em relação ao mesmo período do ano anterior.
"O modelo de crescimento orgânico não está esgotado. Conseguimos nos manter na liderança mesmo não tendo comprado nenhum banco", afirmou Antônio Lima Neto, presidente do Banco do Brasil. A instituição é líder no número de correntistas, em total de ativos (R$ 333 bilhões) e rede de atendimento (15.161 pontos, além de 39.952 máquinas de auto-atendimento).
Além disso, o segmento era formado por 1,6 milhão de micro e pequenas empresas, das quais 94,6% enquadravam-se nos critérios definidos pela Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas.
O lucro recorrente (sem efeitos extraordinários) foi de R$ 2,9 bilhões, 84,4% superior ao apresentado no primeiro semestre de 2006. Enquanto no primeiro semestre de 2006 foram contabilizados R$ 2,3 bilhões em receitas extraordinárias, no primeiro semestre de 2007, em decorrência do Programa de Afastamento Antecipado (PAA), o resultado foi reduzido em R$ 445,9 milhões líquidos de impostos.
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