AmBev lucra R$ 448,7 mi no trimestre; aquisições explicam queda de 7,2%
da Folha Online
A fabricante de bebidas AmBev divulgou lucro de R$ 448,7 milhões no segundo trimestre deste ano, resultado 7,2% abaixo do registrado no mesmo período em 2006. No semestre, a líder do mercado brasileiro apurou ganhos de R$ 1,094 bilhão, número 3,9% inferior ao lucro contabilizado na primeira metade de 2006.
Segundo a empresa, o balanço do trimestre foi afetado pelos pagamentos dos ágios de suas aquisições recentes: a cervejaria canadense Labatt, a argentina Quinsa e a portuguesa Cintra.
"A queda no lucro teve impacto da amortização das aquisições, que foi maior neste ano e representou 40% do lucro líquido deste trimestre. Os investimentos em moeda estrangeira também tiveram efeito negativo no balanço brasileiro, em moeda local, já que o real se apreciou no período", afirmou o presidente da Ambev para a América Latina, Luiz Fernando Edmond.
A receita líquida somou R$ 4,525 bilhões no trimestre, num incremento de 12,1% sobre o mesmo período de 2006. O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 1,848 bilhão, um acréscimo de 16,5% na comparação com os resultados para o período de abril a junho do ano passado.
A AmBev registrou aumento nas vendas tanto para unidade cerveja quanto para a unidade refrigerantes. No Brasil, que representa 66% do faturamento da AmBev, a fabricante vendeu 9,5% a mais de cerveja e 19,2% a mais de refrigerantes. No caso das bebidas alcóolicas, foram vendidos 15,171 milhões de hectolitros, um salto de 4,6% sobre os números para o segundo trimestre de 2006.
No caso dos refrigerantes, a AmBev registrou vendas de 5,399 milhões de hectolitros no trimestre, um acréscimo de 10,4% sobre o período de abril a junho do ano passado. A empresa também registrou crescimento na receita por hectolitro, que foi de R$ 144,5 no caso das cervejas (alta de 4,9%) e de R$ 87,4 (incremento de 6,6%) no caso dos refrigerantes.
Para Edmond, a expansão do volume em cerveja e refrigerantes reflete a importância de ampliar a oferta de produto. Para tanto, a empresa aproveita o período de inverno para fazer ajustes e renovações nas fábricas para garantir a maior demanda a partir de outubro, rumo ao verão.
Nova fábrica
Quanto aos planos de construir uma nova fábrica no Brasil, o executivo reconheceu a necessidade de aumentar a produção no Norte do país, mas não informou o estado a receber os investimentos. Garantiu, porém, que o aumento da produção terá de ocorrer já em princípios do próximo ano, para atender o consumo do verão 2008/2009.
"Vamos partir para negociar com os governos estaduais e definir, até o fim do ano, o local da nova unidade ou se haverá ampliação de uma unidade já existente", disse. "O aumento dos custos de transporte, com o crescimento da economia nacional, e as distâncias muito grandes fazem com que o investimento se viabilize."
O investimento para essa expansão estaria dentro dos R$ 5 bilhões anunciados recentemente, a serem gastos nos próximos cinco anos. Segundo Edmond, a AmBev precisa investir R$ 1 bilhão por ano para acompanhar o crescimento entre 5% e 6% do volume produzido.
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