Médicos alertam sobre risco de ingestão de peças por crianças
da Folha de S.Paulo
Uma peça de brinquedo, se ingerida, representa perigo porque pode sufocar a criança. Mas, no caso do ímã, por exemplo, a intoxicação não ocorre, segundo especialistas ouvidos pela Folha.
De acordo com Lucilia Santana Faria, coordenadora da UTI pediátrica do hospital Sírio Libanês, a ingestão de mais de um ímã passa a ser mais preocupante. "Nesse caso, pode haver obstrução intestinal."
A recomendação é que, na suspeita de que tenha engolido algo, a criança seja encaminhada a um pronto-socorro. "Em caso de falta de ar, ela precisa ser posicionada de cabeça para baixo. Um responsável deve bater em suas costas para que o objeto seja expelido", explica o chefe de assistência toxicológica do HC, Anthony Wong.
Quando a criança engole algum objeto, os pais devem ficar atentos para ver se ele é expelido naturalmente. Caso contrário, pode-se fazer um raio-X ou ultra-sonografia. "Localizando o que foi engolido, é possível optar pela melhor solução", afirma o pediatra Fábio Ancona Lopez, da Unifesp.
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