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Dinheiro
15/08/2007 - 16h42

Dólar fecha a R$ 2,030, em alta de 2,26%, com turbulências nas Bolsas

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EPAMINONDAS NETO
da Folha Online

A moeda americana retornou ao patamar dos R$ 2 no encerramento dos negócios desta quarta-feira, o que não ocorria desde o dia 14 de maio. As turbulências das Bolsas americanas e européias, por conta dos problemas com os créditos "subprimes" americanos, afetam diretamente as economias emergentes e portanto, o mercado doméstico de câmbio.

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,030 para venda, em alta de 2,26%. O Banco Central, pelo segundo dia consecutivo, ficou ausente do mercado e não realizou seu habitual leilão de compra, que foi uma rotina diária há meses.

Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 2,120 (valor de venda), estável sobre a cotação final anterior. A taxa de risco-país, medida pelo indicador Embi+ (JP Morgan), marca 203 pontos, número 3% superior à pontuação de ontem.

Profissionais de mercado relataram uma forte saída de recursos por investidores estrangeiros, tirando dinheiro da Bolsa e de aplicações de renda fixa, isto é, vendendo real e comprando dólar. Segundo a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), o saldo de investimento estrangeiro está negativo em quase R$ 5 bilhões neste ano (sem considerar as compras de ações durante ofertas públicas).

"Parece que, pela primeira vez, o medo contaminou os negócios. Nós temos que pensar, no entanto, que também é um movimento normal de ajuste aos riscos, que já era um pouco esperado", afirma Johny Kneese, diretor da corretora Levycam.

Kneese afirma que, mantidos os fundamentos econômicos do país, o dólar deve retomar sua tendência de queda. "O ministro [Guido] Mantega já comentou isso e acredito que ele esteja certo: a economia brasileira está numa situação muito mais confortável para enfrentar essas crises. O que nós precisamos ficar atentos é se a crise começar a diminuir o fluxo de investimentos vindos de fora. Por enquanto, não é isso que estamos vendo", acrescenta.

Juros futuros

O mercado futuro de juros voltou a subir com força. O contrato para janeiro de 2008 projetou juro de 11,20%, contra 11,14% na terça-feira. No contrato de janeiro de 2009 a taxa projetada passou de 11,26% para 11,44%. E no contrato de janeiro de 2010 a taxa negociada subiu de 11,46% para 11,72%.

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