Supermercados perdem R$ 2,4 bi com furtos e produto estragado
KAREN CAMACHO
Editora-assistente de Dinheiro da Folha Online
Os supermercados registraram, em 2006, perdas no valor de R$ 2,4 bilhões, principalmente com furtos e produtos estragados. O prejuízo representa 1,97% do faturamento anual do setor, que foi de R$ 124,1 bilhões, de acordo com a Abras (Associação Brasileira de Supermercados).
O índice registrado em 2006 mostra uma queda de 3,9% em relação a 2005, quando as perdas e rupturas somaram quase R$ 2,5 bilhões, o que representou 2,05% do faturamento de R$ 118,5 bilhões. Na comparação com 2004, as perdas de 2005 foram 15,2% maiores.
"Analisando o número percentual, a queda pode parecer pequena. Mas, quando nos referimos aos valores absolutos, ela ganha outra dimensão, devido à representatividade do setor supermercadista na economia brasileira. Exatamente por isso, devemos comemorar a queda no índice de perdas e trabalhar para que ela continue a diminuir, ano a ano", afirmou Sussumu Honda, presidente da Abras.
Os produtos perecíveis foram responsáveis por 58% das perdas totais em 2006, e os não-perecíveis por 42%. Em 2005, os perecíveis representaram 56,4%.
A principal causa das perdas continua sendo a chamada quebra operacional, quando um produto, perecível ou não, é danificado, que respondeu por 40,7%. Houve uma leve diminuição em relação a 2005, quando a quebra operacional foi responsável por 42,5% das perdas.
Em segundo lugar vêm os furtos internos e externos. O furto interno representou, em 2006, 20,1% das perdas e os furtos externos, 16,6%, somando 36,7%, número acima do registrado em 2005, quando ficou em 27,8%. Os erros administrativos representaram 11,8% e fraudes de fornecedores significaram outros 7,5%.
De acordo com a pesquisa, 69% das empresas consultadas afirmaram possuir uma área específica de prevenção de perdas. Os dados mostram também que as companhias estão investindo para diminuir esses números. Mais da metade (56%) afirmou ter investido na prevenção de perdas nos últimos dois anos. Os gastos com pessoal (próprio ou terceirizado) corresponderam a mais de 80% do orçamento de prevenção de perdas.
Para este ano, Sussumu avalia que os supermercados devem investir cerca de 0,5% de seus faturamentos em prevenção de perdas.
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