Dinheiro
16/08/2007 - 10h29

Countrywide toma empréstimo de US$ 11,5 bi para evitar falta de liquidez

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da Folha Online

A Countrywide Financial, maior financiadora imobiliária dos EUA, tomou um empréstimo de US$ 11,5 bilhões para reforçar sua liquidez (oferta de dinheiro) e mover suas operações no mercado de hipotecas para sua divisão bancária, o Countrywide Bank.

Segundo o presidente da Countrywide, David Sambol, a linha de crédito tomada pelo banco foi obtida junto a "40 dos maiores bancos do mundo", informou o diário americano "The Wall Street Journal".

A empresa informou que acelerou a passagem das operações no setor hipotecário para o Countrywide Bank --que já responde por mais de 70% dessas operações-- e a mudança de todas as transações nesse setor deve ser concluída em setembro.

As ações da Countrywide chegaram a cair 19% ontem, com os rumores de que a empresa não conseguiu obter recursos no mercado de "commercial papers" (nota promissória emitida por uma empresa para captar recursos de curto prazo --de 30 dias em média).

Os "commercial papers" são um recurso à disposição principalmente de empresas consideradas pelas agências de classificação como de baixo risco.

"Não acredito que a Countrywide conseguirá ter acesso ao mercado de 'commercial papers' sem garantias", disse ontem o vice-presidente-executivo da Wells Capital Management David Sylvester, segundo o "WSJ".

A corretora Merrill Lynch reduziu ontem a classificação dos papéis da Countrywide de "compra" para "venda". Em nota, a Merrill Lynch informou que a venda forçada de ativos nos mercados de capitais poderia levar a mais problemas para a empresa financiar suas operações de hipoteca. "Se a liquidação [de ativos] ocorrer em um mercado fraco, então é possível que [a Countrywide] peça concordata", disse o analista da corretora Kenneth Bruce.

A Countrywide, no entanto, diz ter liquidez suficiente para enfrentar a atual crise. "Certamente não teremos problemas em financiar a empresa", disse o executivo-chefe da Countrywide, Angelo Mozilo. A empresa informou que tinha, até o fim de junho, acesso a US$ 190,3 bilhões em recursos de curto-prazo.

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