"O Brasil não está com medo dessa crise", diz Lula
da Folha Online
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira, durante o programa de rádio "Café com o Presidente", que não teme pelas conseqüências da crise financeira que atinge o mercado imobiliário americano. Lula admitiu que tem a preocupação natural de um país emergente, mas ressaltou que o Brasil tem US$ 160 bilhões de reservas e, por isso, está tranqüilo.
"Essa é uma crise eminentemente americana. É uma crise do setor imobiliário americano, ou seja, de alguns fundos que compraram títulos pensando em ganhar muito dinheiro. (...) Ou seja, o dado concreto é o seguinte: o Brasil não está com medo dessa crise. Nós temos a preocupação natural de um país emergente, como qualquer país emergente desse mundo. Agora, é importante saber o seguinte: nós temos US$ 160 bilhões de reservas", afirmou.
O presidente disse que essa reserva financeira dá segurança para uma eventual especulação financeira, o que só foi possível devido à estabilidade da economia.
"O Brasil não vai retroceder. Este país é um país sério, é um país governado com seriedade, nós aprendemos a fazer a lição de casa. Ou seja, quando muitos ficavam gritando pela imprensa que nós deveríamos gastar, nós preferimos economizar e hoje nós temos a estabilidade macroeconômica necessária, as reservas necessárias pra gente dizer: a crise que está acontecendo não vai afetar o Brasil", disse.
Parapan
Durante o programa, Lula também ressaltou a participação dos atletas brasileiros nos Jogos Parapan-Americanos, que terminaram ontem, no Rio. O Brasil encerrou a competição em primeiro lugar no quadro geral de medalhas, com 83 de ouro, 68 de prata e 77 de bronze.
Segundo o presidente, 45% dos atletas que participaram do Parapan recebem bolsa do governo federal. "São pessoas que não teriam condições de fazer qualquer disputa se não tivesse o financiamento", afirmou.
Lula também voltou a defender a realização das Olimpíadas de 2016 no Rio e afirmou que, se preciso, será um garoto-propaganda da cidade. "Eu assinei um documento dizendo ao governador do Rio de Janeiro [Sergio Cabral/PMDB] que eu não tenho nenhum problema de virar um garoto-propaganda do Rio de Janeiro para que a gente possa, nas minhas viagens internacionais, conversar com as pessoas que têm voto para decidir aonde vão ser as Olimpíadas e tentar trazê-las para o Rio de Janeiro. Isso é apenas o começo", disse.
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