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Dinheiro
20/08/2007 - 10h23

Mercado espera aumento maior de preços em 2007

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ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília

O mercado financeiro reajustou para cima as expectativas em relação ao aumento dos preços neste ano. A previsão de inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) passou de 3,75% para 3,77%. Para o próximo ano, a taxa foi mantida em 4%. As projeções fazem parte do boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central.

O IPCA é utilizado pelo governo no sistema de metas de inflação. O centro da meta é de 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos para cima ou para baixo. Ou seja, mesmo com a elevação da projeção, os analistas do mercado financeiro ainda acreditam que a inflação ficará abaixo do centro da meta.

A expectativa para o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) foi elevada de 3,56% para 3,66%. Já a do IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado) passou de 3,55% para 3,64% neste ano. Para 2008, a previsão de ambos os índices foi mantida em 4%.

O BC registrou também que o mercado financeiro ajustou para cima, pela terceira vez consecutiva, a projeção em relação à expansão da economia brasileira. A previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) foi elevada de 4,60% para 4,62%. Para 2008, ela passou de 4,30% para 4,35%.

A previsão dos analistas é diferente daquela feita pela autoridade monetária em seu "Relatório de Inflação", divulgado no final de junho. O BC prevê um crescimento de 4,7%. Em relação à produção industrial, a aposta de crescimento para este ano foi elevada de 4,76% para 4,81%.

Os analistas mantiveram ainda a projeção de que a Selic, a taxa básica de juros, termine o ano em 10,75% ao ano. Para a reunião de setembro do Copom (Comitê de Política Monetária), a aposta é de um corte de 0,25 ponto percentual. Na última reunião, o corte foi de meio ponto e a taxa foi reduzida para 11,5% ao ano.

A projeção para o superávit da balança comercial, que é o saldo positivo entre exportações e importações, foi mantida em US$ 43 bilhões. Os analistas esperam ainda que o dólar esteja cotado a R$ 1,90 em dezembro, contra R$ 1,85 do levantamento anterior.

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