Dinheiro
21/08/2007 - 13h39

Senador pede ao Fed que use "todas as ferramentas" contra crise

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da Folha Online

O presidente do Comitê Bancário do Senado dos EUA, senador Christopher Dodd, pediu nesta terça-feira ao presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano), Ben Bernanke, que use "todas as ferramentas disponíveis" para que a atual crise no mercado de crédito de risco nos EUA não atinja a economia como um todo.

Dodd, que é pré-candidato democrata à presidência dos EUA, se reuniu hoje com bernanke e com o secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, para discutir a atual situação do mercado financeiro e procurar formas de evitar que a crise se agrave.

O senador disse, no entanto, que não pediu especificamente que Bernanke propusesse uma redução na taxa dos fundos federais, a principal da política monetária americana, hoje em 5,25% ao ano.

Na semana passada, o Fed reduziu sua taxa de redesconto (utilizada pelo Fed em empréstimo de recursos de curto prazo para bancos com dificuldades financeiras) em 0,5 ponto percentual, para 5,75%. A medida teve efeito na sexta-feira (17), quando as Bolsas americanas fecharam com valorizações próximas a 2%. Nesta semana, no entanto, os ganhos em Wall Street ficaram mais moderados, enquanto os investidores esperam que o Fed reduza a taxa dos fundos federais.

Um corte nessa taxa levaria os bancos a reduzir suas taxas de empréstimo a seus clientes. Dodd disse que, apesar de uma redução na taxa poder gerar efeitos positivos sobre a economia, ele enfatizou que não há pressão política sobre o Fed para tal medida.

O senador elogiou os passos dados pelo Fed até o momento para lidar com a crise. Além da redução de juros na semana passada, o banco já injetou mais de US$ 100 bilhões desde o último dia 9, a fim de evitar uma crise de liquidez (oferta de dinheiro) no sistema bancário americano, no caso de os temores sobre a crise no mercado de hipotecas de risco no país se alastrarem e provocarem uma corrida aos bancos para retirada de dinheiro.

As injeções de recursos, no entanto, não vêm estimulando os investidores em Wall Street.

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