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Dinheiro
21/08/2007 - 15h06

Bush diz que há liquidez suficiente nos mercados dos EUA

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da Folha Online

O presidente George W. Bush afirmou nesta terça-feira que há liquidez suficiente nos mercados americanos, abalados pela crise no setor de empréstimos hipotecários de alto risco (subprime).

"A pergunta fundamental é se há liquidez suficiente em nosso sistema no momento em que as pessoas reajustam o risco, e a resposta é sim, há", disse Bush durante encontro com os presidentes do Canadá e do México.

Hoje, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, disse que a economia global é forte e que a normalidade nas Bolsas voltará quando os investidores se acalmarem.

"Há uma preocupação por liquidez e o assunto está relacionado com a avaliação do risco", disse Paulson. Segundo ele, no entanto, o período de turbulência dos mercados pode "levará um tempo", porque a economia global está mais integrada e os instrumentos de ajustes são mais complexos.

"Mas com o tempo isso se resolverá. A liquidez retornará à normalidade quando os mercados, os investidores, tenham uma compreensão mais clara dos riscos", afirmou.

Ferramentas

E em reunião com Paulson e com o presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano), Ben Bernanke, o presidente do Comitê Bancário do Senado dos EUA, senador Christopher Dodd, pediu nesta terça-feira que o Fed use "todas as ferramentas disponíveis" para que a atual crise no mercado de crédito dos EUA não atinja a economia como um todo.

Dodd, que é pré-candidato democrata à presidência dos EUA, disse, no entanto, que não pediu especificamente que Bernanke propusesse uma redução na taxa dos fundos federais, a principal da política monetária americana, hoje em 5,25% ao ano.

Nesta semana, no entanto, os ganhos em Wall Street ficaram mais moderados, enquanto os investidores esperam que o Fed reduza a taxa dos fundos federais. Um corte nessa taxa levaria os bancos a reduzir suas taxas de empréstimo a seus clientes.

O senador disse que, apesar de uma redução na taxa poder gerar efeitos positivos sobre a economia, ele enfatizou que não há pressão política sobre o Fed para tal medida.

Com informações da France Presse

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