Notebook vai custar R$ 1.600 até o final do ano, diz Abinee
KAREN CAMACHO
Editora-assistente de Dinheiro da Folha Online
Os preços dos computadores devem manter a trajetória de queda e, segundo previsão da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), a competitividade e os incentivos fiscais vão permitir novas reduções neste ano. No mercado formal, alguns modelos do desktop, o microcomputador, custam menos de R$ 1.000.
O notebook, no entanto, pode chegar a custar R$ 1,6 mil para o consumidor, até o final deste ano. As facilidades de pagamento e o preço mais acessível faz a Abinee projetar um crescimento de 23% nas vendas, em relação ao comercializado em 2006.
Devem ser vendidos 10,1 milhões de PCs em 2007. Os notebooks devem representar 20,8% das vendas, contra 8,2% ao final de 2006. A expectativa da entidade, no entanto, é que em quatro ano os notebooks vendam mais que os micros.
No primeiro semestre foram vendidos 4,337 milhões de PCs, um crescimento de 20% em relação ao mesmo período do ano passado.
De acordo com a Abinee, 19% dos brasileiros têm acesso a computador no país. O número é 4 pontos percentuais acima de 2006 e deve manter esse ritmo de crescimento nos próximos anos.
Ilegal
A pesquisa também aponta que houve recuo na participação do mercado dos PCs clonados, ou do chamado "mercado cinza", motivado pelo aumento das vendas pelos canais formais, principalmente o varejo. A participação no segundo trimestre deste ano atingiu 35,8%. Em 2006 eram 44,7%.
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