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Dinheiro
29/08/2007 - 16h24

Polícia prende 12 e desmonta cartel de combustíveis no Paraná

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da Folha Online

A Polícia Civil do Paraná prendeu nesta quarta-feira 12 pessoas suspeitas de integrar um cartel formado por postos de combustíveis na região de Londrina (379 km de Curitiba), norte do Paraná. Ao todo, 150 policiais cumpriram 57 mandados de prisão e de busca e apreensão em 28 postos pela Operação Medusa 3.

A quadrilha, segundo a polícia, era formada por donos de postos e distribuidoras de combustível, além de contadores e donos de gráfica. Os 12 suspeitos presos são acusados de forçar a manutenção de preços elevados de combustíveis entre R$ 0,99 e R$ 1,35 --duas pessoas estão foragidas.

Segundo o delegado Marcus Vinícius Michelotto, titular da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas, os envolvidos devem responder por formação de cartel e de quadrilha, falsificação de documentos, estelionato, corrupção ativa e passiva e crimes contra ordem tributária.

A operação é continuação das investigações sobre a venda ilegal de combustíveis no Paraná, que já descobriu lucros indevidos e desvios de mais de R$ 65 milhões e levou para cadeia 19 pessoas.

Esquema

Entre os 12 presos está Itauby Netto Guarda, 30, apontado pela polícia como um dos líderes do cartel e filho de Djalma Eugênio Guarda, 52, dono da distribuidora de combustível OilPetro, investigada nas operações Medusa 1 e 2. Djalma também é dono de postos de combustíveis na região de Londrina, o que é ilegal.

Também foram presos o proprietário da gráfica Tradição, Rodrigo Werner da Silva, 28; Amauri Peretti e Pires Godoy, 51, apontado pela polícia como lobista, e Claudir Osmir Bolognesi, 42, acusado de intermediar as negociações entre os postos.

Segundo a polícia, Além de montar um esquema para acabar com a concorrência e elevar os preços dos combustíveis, a quadrilha ainda comprava, de uma gráfica, notas fiscais que não eram autorizadas pela Receita Estadual. O objetivo era sonegar ICMS, comprando e duplicando notas frias.

A polícia informou ainda que alguns postos de combustíveis também se aproveitam de um software que, instalado na bomba, pode fraudar a quantidade de litros vendida.

Os outros presos são Djalma Eugênio Guarda Júnior, 26; Sérgio Góes de Oliveira, 46; Edson Fernandes Gimenes, 29; Jonatas Cerqueira Leite Filho, 55; Claudir Osmir Bolognesi, 42; José Eduardo Maluf, 36; Márcio Jiovani Matiazi, 38; Adelton Antonio Fevereiro, 32; Emilio Sergio Santaella, 50; Amauri Peretti e Pires Godoy, 51. Estão foragidos Mauro Cezar Guarda, 50, e Djalma Eugênio Guarda, 52.

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