Economia dos EUA cresce 4% no segundo trimestre
da Folha Online
O PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas por um país) dos Estados Unidos registrou um crescimento de 4% (dado anualizado) no período de abril a junho deste ano, segundo dados preliminares divulgados nesta quinta-feira pelo Departamento do Comércio, superando os 3,4% da leitura anterior.
Segundo o departamento, o desempenho acima do esperado nos gastos das empresas e nas exportações no período impulsionou o crescimento da economia no trimestre passado --ofuscando em parte os problemas enfrentados no país no mercado imobiliário.
Foi o maior crescimento trimestral do PIB americano desde o registrado no primeiro trimestre de 2006, quando a expansão foi de 4,8%. No primeiro trimestre deste ano, a economia americana teve ligeiro avanço de 0,6%.
O indicador de preços ao consumidor atrelado à leitura do PIB mostrou uma alta de 4,2%, menor que os 4,3% previstos pelos analistas, mas acima dos 3,5% registrados no primeiro trimestre. O núcleo do indicador (que exclui os preços de alimentos e energia) teve alta de 1,3%, abaixo do 1,4% esperado e dos 2,4% referentes ao primeiro trimestre.
O crescimento no trimestre passado, no entanto, ficou ligeiramente abaixo do esperado pelos economistas, que projetavam uma expansão de 4,1%.
As exportações tiveram no período um crescimento de 7,6%, acima dos 6,4% referentes à leitura anterior. Já os gastos do consumidor tiveram crescimento de 1,4%, pouco acima do 1,3% divulgado na leitura anterior. O resultado ficou abaixo do observado no primeiro trimestre do ano, quando a alta foi de 3,7%. As importações tiveram queda de 3,2%, maior que a divulgada inicialmente, de 2,6%.
A contribuição dos gastos do consumidor pra a composição do PIB no trimestre passado, no entanto, foi maior que o estimado inicialmente, 1,03 ponto percentual (contra 0,89 ponto percentual na primeira estimativa).
Os gastos com bens duráveis (com durabilidade prevista de ao menos três anos) no período aumentaram 1,7%, acima do 1,6% da leitura inicial, mas muito abaixo do 8,8% referentes ao primeiro trimestre. Já os gastos com bens não-duráveis (como alimentos e vestuário) caíram 0,3%. Os gastos com serviços subiram 2,3%.
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