Publicidade

Dinheiro
30/08/2007 - 12h15

Desoneração, CPMF e reforma tributária são desafios, diz Mantega

Publicidade

ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília

O ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou nesta quinta-feira que o país vive um novo modelo de crescimento e desenvolvimento econômico. Esse modelo, classificado por ele de "sócio-desenvolvimento", é baseado em taxas maiores de crescimento e redução da desigualdade. Apesar disso, disse que o Brasil tem três desafios econômicos.

A afirmação foi feita ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministros durante reunião ministerial realizada desde o início da manhã na Granja do Torto, em Brasília.

Durante sua exposição, repetiu o discurso das últimas semanas: o Brasil está sólido para enfrentar turbulências internacionais. Afirmou que o crescimento do país está baseado no mercado interno, com expansão do mercado de massa e da renda. Destacou ainda o desempenho do setor industrial e do aumento das importações.

Afirmou ainda que mesmo que ocorra uma desaceleração nos EUA, o impacto na economia mundial não será tão grande para os demais países, já que juntos Índia e China respondem por 20% do PIB mundial, o equivalente a participação dos EUA.

Apesara de otimista, destacou três "desafios": a reforma tributária, a prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) e a desoneração da folha de pagamentos.

Mantega está também confiante em relação à situação fiscal do país e espera que o Brasil tenha em dois anos um déficit nominal zero, ou seja, as receitas serão suficientes para cobrir todas as despesas, incluindo o pagamento de juros.

"Vamos caminhar para um déficit nominal zero nos próximos dois anos", afirmou ele durante exposição feita na reunião ministerial, que é realizada nesta quarta-feira na Granja do Torto.

No acumulado de 12 meses encerrados em julho, o resultado nominal ficou negativo em 2,08% do PIB (Produto Interno Bruto), contra 2,16% em junho. Já o superávit primário (receitas menos despesas, excluindo gastos com juros) subiu de 4,30% do PIB para 4,37% do PIB --acima da meta, que é equivalente a 3,8% do PIB (R$ 95,89 bilhões).

Acompanhe as notícias em seu celular: digite o endereço wap.folha.com.br

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca