Vendas do comércio em São Paulo crescem 2,9% em julho
da Folha Online
As vendas no varejo da região metropolitana de São Paulo tiveram incremento de 2,9% em julho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo a Fecomércio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo). No acumulado dos sete meses, houve crescimento de 3,8% nas vendas.
Segundo a Federação, a evolução das vendas pode ser explicada, principalmente, pelo desempenho nos setores de eletrodomésticos e eletroeletrônicos, material de construção e de vestuário, tecidos e calçados, que tiveram aumento real acima de 12% na comercialização de produtos.
O melhor desempenho foi registrado para o setor de eletrodomésticos e eletroeletrônicos, com incremento de 14,9% sobre o mesmo mês do ano passado. As vendas nesse setor acumulam alta de 10,5% nos sete meses. Segundo a Federação, os resultados foram afetados pela oferta de crédito, ainda alta em julho, e pela desvalorização do real no mês, o que barateou os produtos.
O segundo melhor resultado foi registrado no setor de material de construção, com crescimento de 14,8% sobre julho de 2006, influenciado pelas condições de crédito. No ano, as vendas do setor acumulam alta de 14,4%.
As liquidações para queima de estoque puxaram as vendas em lojas de vestuário, tecidos e calçados, segundo a Federação. As vendas do setor tiveram incremento de 12,1% na comparação de julho deste ano com julho de 2006. No acumulado dos sete meses, a comercialização dos produtos teve alta de 9,2%.
Os piores desempenhos em vendas foram registrados para o setor de supermercados e de autopeças e automóveis. A Federação registrou alta de apenas 0,1% nas vendas do setor de supermercados em julho, enquanto apontou queda de 4,3% na comparação de janeiro-julho deste ano contra o mesmo período em 2006. O mês de julho foi o segundo melhor mês do ano para o segmento, favorecido pela alta dos preços de produtos básicos, como carne e leite.
O setor de autopeças e acessórios experimentou retração nas vendas da ordem de 19,4% em julho. Nos sete meses, a queda na comercialização de produtos é de 23,5%. A Federação atribui esse desempenho à deflação nos preços dos produtos, "afetados pelo câmbio e pelo excepcional ciclo de vendas de automóveis novos".
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