Dinheiro
30/08/2007 - 14h17

Bovespa sustenta alta de 1% puxada por ações da Vale; dólar cai

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da Folha Online

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) continua a operar positivamente nesta quinta-feira, alavancada pelas ações da Companhia Vale do Rio Doce, que respondem por quase 20% do giro de hoje. O Ibovespa, principal indicador da Bovespa, valoriza 1,14%, aos 53.336 pontos. O volume financeiro é de R$ 2,5 bilhões. A ação preferencial da Vale sobe 1,46% (R$ 80,26), com giro de quase R$ 400 milhões.

O dólar comercial é negociado a R$ 1,967 para venda, estável. A taxa de risco-país marca 202 pontos, número 3,6% superior à pontuação final de ontem.

Arte/Folha Imagem
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A ação da Vale ganhou cada vez mais espaço na Bovespa, substituindo nos últimos anos o posto que já foi dos papéis da operadora Telemar no pregão. A gigante da indústria de mineração está à beira de realizar um desdobramento de suas ações, o que deve aumentar ainda mais a circulação de seus papéis na Bovespa e elevar sua influência sobre o Ibovespa, principal "termômetro" dos negócios.

O Ibovespa acompanha os preços das ações mais negociadas da Bolsa brasileira. Também serve de referência para grande parte dos fundos de investimento de renda variável no país. Quanto mais uma ação for negociada, mais peso terá na composição do índice, o que torna o papel um ativo chave para gestores de fundos.

A ação da Vale é alvo das compras, lembra a equipe de analistas da corretora SLW, porque somente os investidores que tiveram papéis até amanhã terão direito a receber os novos papéis da Vale.

Os profissionais da SLW ainda chamam a atenção para o fato de que o mercado conta com uma possível redução de juros nos EUA, o que pode tornar a Bolsa brasileira uma opção mais atrativa para investidores. Nesse cenário, a ação da Vale é uma "porta de entrada" para estrangeiros retornarem ao mercado brasileiro, por ser um papel já bastante negociado, isto é, com facilidade para comprar e vender.

Fed

Entre as principais notícias do dia, o Departamento de Comércio dos EUA revisou para cima sua estimativa para a taxa de crescimento econômico no segundo trimestre, de 3,4% para 4%, em linha com as expectativas de analistas do mercado. O órgão explicou a revisão devido ao desempenho da balança comercial e a investimentos de empresas acima do previsto.

O Departamento do Trabalho americano informou que o número de solicitações de auxílio-desemprego somou 334 mil na semana passada, o que representa um incremento de 9 mil pedidos entre as duas semanas anteriores. O número supera com folga as projeções de economistas, que esperavam um total de 320 mil solicitações para semana passada.

No front doméstico, a FGV (Fundação Getúlio Vargas) revelou que o ICI (Índice de Confiança da Indústria) atingiu nível recorde em agosto, batendo a marca dos 121,8 pontos ante 121,7 em julho.

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