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Dinheiro
31/08/2007 - 13h05

Confiança do consumidor dos EUA cai ao menor índice em um ano

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da Folha Online

A confiança do consumidor norte-americano em agosto atingiu neste mês a menor leitura desde agosto do ano passado, impulsionado pelas turbulências dos mercados com o crédito de alto risco (subprime) nos Estados Unidos.

Segundo pesquisa da Universidade de Michigan, o índice registrou leitura final em agosto de 83,4, ante a taxa de 90,4 apurada no fechamento de julho. Na leitura preliminar de agosto, o índice registrou 83,3.

Os gastos dos consumidores cresceram mais que o previsto em julho segundo dados divulgados pelo governo norte-americano hoje, sinalizando que a economia estava em expansão no início do terceiro trimestre antes da crise dos mercados de crédito. O índice aumentou 0,4% em julho depois de alta de 0,2% em junho, segundo informou o Departamento do Comércio. A renda dos americanos também teve crescimento, de 0,5%, na mesma comparação.

O índice de preços ao consumidor atrelado à leitura dos gastos teve alta de 0,1% na comparação com junho (quando a alta havia sido de 0,2% em relação ao mês anterior). O núcleo do índice --que exclui os preços de alimentos e energia-- também subiu 0,1% (contra uma alta também de 0,2% em relação ao mês anterior).

Na comparação com julho do ano passado, o índice geral de preços teve alta de 2,1%, abaixo dos 2,3% de junho na mesma comparação, e o núcleo subiu 1,9%, contra o mesmo índice em junho.

O núcleo anualizado do índice de inflação ficou próximo à expectativa do Federal Reserve (Fed, o BC americano), que considera adequada um variação de 1% a 2%.

Na terça-feira, o índice de confiança do consumidor americano, medido pelo instituto privado de pesquisa Conference Board, registrou o maior recuo em agosto na comparação mensal desde setembro de 2005, quando a economia sentiu os efeitos do furacão Katrina sobre os preços do petróleo. A queda em agosto foi para 105 pontos --ante as expectativas dos analistas, que previam um recuo ainda maior, para 104,5 pontos.

O instituto também apontou a turbulência nos mercados financeiros como o principal motivo para a queda. Em julho, o índice havia registrado 111,9 pontos (o dado foi revisado para baixo; a leitura inicial era de 112,6 pontos).

Medidas adicionais

Quanto aos temores com as hipotecas de crédito de alto risco nos EUA, o presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano), Ben Bernanke, disse hoje que a crise é "aguda", mas que a entidade "continua de prontidão para tomar medidas adicionais" para reforçar a liquidez (oferta de dinheiro) no sistema bancário.

Bernanke considerou, no entanto, que "novos declínios na construção de residências são prováveis" e que o banco tem de levar em conta os efeitos da atual turbulência financeira ao estabelecer a política monetária.

O Fed já reduziu a taxa de redesconto --válida para os empréstimos do Fed aos bancos comerciais-- em meio ponto percentual, a 5,75%, em 17 de agosto, para tranqüilizar os mercados financeiros. Além disso, a instituição tem feito quase diariamente injeções de crédito para evitar a falta de liquidez --com a de hoje, o valor liberado já chega a US$ 152 bilhões. A principal medida esperada, porém, é uma redução da taxa básica de juros.

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