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Dinheiro
31/08/2007 - 17h47

Bovespa fecha em alta de 3,37% e acumula ganho de 0,84% no mês

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EPAMINONDAS NETO
da Folha Online

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) superou as expectativas iniciais e encerrou agosto no azul, com variação mensal de 0,84%. Nos 22 pregões deste mês, a Bolsa brasileira fechou positiva em 15.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa, encerrou o dia em forte alta de 3,37%, aos 54.637 pontos. Na "sexta-feira gorda", das 60 ações que compõem esse indicador, 59 tiveram valorização. O volume financeiro foi alto, com giro de R$ 6,03 bilhões.

O dólar comercial foi negociado a R$ 1,964 para venda, com acréscimo de 0,50%. A taxa de risco-país marca 200 pontos, um recuo de 1% sobre a pontuação final de ontem.

Arte/Folha Imagem
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O governo americano deu o tom dos negócios no último pregão do mês. De um lado, o presidente do Federal Reserve (o banco central dos EUA), Ben Bernanke, sinalizou que continuaria a injetar recursos no sistema financeiro quando necessário. Somente nesta semana, a autoridade monetária liberou US$ 152 bilhões em recursos para os bancos.

Mais tarde, o presidente George W. Bush divulgou medidas para ajudar as famílias às voltas com hipotecas atrasadas. Os problemas do mercado de crédito imobiliário americana ocupam lugar central na crise financeira que arrastou as Bolsas de Valores nas últimas semanas.

"O Bernanke e o Bush ajudaram as Bolsas lá fora e por aqui, com nossos fundamentos [econômicos], o mercado acelerou os ganhos", afirma João Carlos Lanza, diretor da área de ações da corretora Mundinvest.

O banco de investimentos norte-americano Merrill Lynch fez uma avaliação favorável da economia brasileira em seu relatório mais recente.

Para o banco, o país passou relativamente bem pelas turbulências de mercado e pela desaceleração da economia americana. "Diversificação do mercado para as exportações, uma forte posição externa e fontes desenvolvidas de crescimento doméstico contribuíram para isto", avalia a equipe de analistas do banco.

Os economistas do Merrill Lynch chamam a atenção para o fato de que uma desaceleração mais acentuada dos EUA pode ter impacto nos preços internacionais das commodities, com efeitos sobre a economia brasileira. "No entanto, essa conjuntura pode ser amenizada pelo fato do país dispor de um grande superávit comercial atualmente", avalia a instituição financeira.

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