Alimentos mantêm pressão e IGP-M sobe 0,8%, diz FGV
da Folha Online
O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) subiu 0,8% na primeira prévia de setembro, ligeiramente abaixo do 0,98% de alta com que encerrou o mês de agosto, mas uma alta expressiva em relação à primeira prévia do mês passado, quando a alta foi de 0,27%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).
O resultado divulgado hoje é o maior desde fevereiro de 2003, quando houve alta de 0,89%. Os preços dos alimentos mais uma vez pressionaram o índice. O IPA (Índice de Preços por Atacado) foi o componente do índice que puxou a inflação para cima no período, com alta de 1,19% (na primeira leitura de agosto, a leitura havia sido de alta de 0,29%).
Os preços do grupo Matérias-Primas Brutas, que fazem parte do IPA, subiram de 1,13% no início de agosto para 3,73% na primeira leitura de setembro, com destaque para soja em grão (de -1,74% para 6,19%), milho em grão (de 1,85% para 10,99%) e leite "in natura" (de 2,88% para 5,73%).
Em baixa ficaram os preços dos itens: bovinos (3,82% para 0,92%), mandioca (10,80% para 2,61%) e tomate (12,56% para -9,89%).
O índice de Bens Finais teve sua taxa elevada de 0,04% na primeira leitura de agosto para 0,56% na abertura deste mês, com destaque para o subgrupo alimentos processados (de 1,19% para 2,34%). Os preços dos Bens Intermediários subiram de 0,03% para 0,26%, com a alta no subgrupo materiais e componentes para a manufatura (de -0,22% para 0,38%).
O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) recuou para ligeira alta de 0,05% na primeira prévia deste mês, contra 0,14% na mesma comparação com agosto. O grupo Alimentação teve a maior participação na baixa, com variação de 0,25% (contra 0,54% há um mês). Os destaques foram laticínios (5,29% para 2,48%) e carnes bovinas (2,31% para 0,88%). Em alta ficaram hortaliças e legumes (-2,65% para 4,02%) e pescados frescos (-0,33% para 4,10%).
Também recuaram os preços dos grupos Educação, Leitura e Recreação (0,27% para 0,15%) e Despesas Diversas (0,24% para 0,06%), com destaque para show musical (-0,86% para 2,26%), cursos não formais (1,01% para 0,03%) e cigarros (0,66% para 0,02%) respectivamente.
Os grupos Habitação (-0,01% para 0,31%), Vestuário (-0,52% para 0,19%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,29% para 0,34%) e Transportes (-0,36% para -0,31%) tiveram altas. Os destaques nesses grupos foram: tarifa de eletricidade residencial (-2,11% para 0,27%), roupas (-1,60% para 0,36%), serviços de cuidados pessoais (-0,35% para 0,44%) e gasolina (-1,14% para 0,14%).
O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) teve alta de 0,13% na abertura de setembro, contra 0,42% há um mês. O índice de Materiais e Serviços recuou para 0,19%, contra 0,33% um mês antes. O índice relativo à Mão-de-Obra variou 0,07% no início de setembro, contra 0,53% um mês antes.
A primeira prévia do índice foi calculada a partir de coleta de preços feita entre 21 e 31 de agosto.
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