Taxa de investimento fica em 17,7% no segundo trimestre
CLARICE SPTIZ
da Folha Online, no Rio
A taxa de investimento da economia brasileira alcançou 17,7% no segundo trimestre deste ano, a maior marca considerando segundos trimestres desde o início da série, em 2000.
Segundo Claudia Dionísio, da Coordenação de Contas Nacionais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o forte crescimento da Formação Bruta de Capital Fixo explica o crescimento dos investimentos.
No segundo trimestre a FBCF, que mede os investimentos em capitais fixos como máquinas e estruturas, apurou a 14º alta consecutiva, com variação de 13,8% em relação ao mesmo período do ano passado, o maior crescimento desde o segundo trimestre de 2004 (14%).
A maior produção de máquinas e equipamentos, o aumento da importação de bens de capital e construção civil, a redução da taxa básica de juros (Selic), além do aumento de crédito para pessoa jurídica alavancaram o crescimento.
A taxa de poupança no segundo trimestre ficou em 19%, a maior taxa desde o segundo trimestre de 2004 (20,3%).
"Com juros menores, maior crédito, dólar mais baixo, impulsiona-se os investimentos. Já a poupança é um resíduo da renda e do consumo, como a renda cresceu em termos nominais acima do consumo isso fez a poupança subir", disse.
Impulsionada pela indústria, a economia brasileira registrou uma expansão de 0,8% no segundo trimestre frente aos primeiros três meses deste ano, divulgou hoje o IBGE. Em valores, o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro totalizou R$ 630,2 bilhões. Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, o PIB brasileiro apresentou crescimento de 5,4%
Leia mais
- PIB cresce 0,8% no 2º trimestre e 5,4% frente a 2006, diz IBGE
- Economia brasileira tem o maior crescimento desde 2004
- Crescimento da economia ocorre de forma equilibrada, diz Mantega
- Emprego na indústria paulista cresce 0,23% em agosto, diz Fiesp
- Entenda o que é o PIB e como é feito seu cálculo
Especial

