Economia será pouco afetada por crise nos EUA, avalia BC
ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília
A economia mundial será pouco afetada pela crise no mercado de crédito imobiliário que causou turbulência nos mercados financeiros nas últimas semanas.
A avaliação é do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), que afirmou ainda que esses problemas no mercado de crédito "subprime" terão efeitos sobre a economia real dos EUA. A avaliação faz parte da ata relativa à última reunião do Comitê, em que decidiu pelo ajuste da taxa Selic para 11,25%.
"Existe ainda a incerteza normal relacionada aos indicadores econômicos e aos próximos passos dos bancos centrais, que manterá os mercados voláteis até que haja clareza suficiente, particularmente em relação aos problemas financeiros causados pelo subprime. Há relativo consenso de que a crise do mercado imobiliário de hipotecas de segunda linha ['subprimes'] irá atingir o setor real da economia norte-americana e afetar o crescimento do país, mas os reflexos sobre a economia mundial tendem a ser menores", afirma o documento, divulgado nesta quinta-feira.
No final de julho, os mercados mundiais sofreram um forte turbulência com os problemas do setor imobiliário nos Estados Unidos. Isso porque houve um temor sobre a oferta de crédito disponível, já que foi detectada uma alta inadimplência do segmento de maior risco ("subprime"). Para evitar oscilações maiores, o Fed (Federal Reserve, o BC dos EUA) injetou recursos no mercado financeiro.
Outro fator no cenário internacional que preocupa o Copom é o preço do petróleo, por questões do mercado energéticos e fatores geopolíticos, e de outras commodities.
"A volatilidade dos preços de outras commodities também tem sido relativamente elevada nas últimas semanas, reflexo do aumento da incerteza sobre as perspectivas para o crescimento da demanda mundial, bem como da turbulência nos mercados financeiros globais."
Acompanhe as notícias em seu celular: digite o endereço wap.folha.com.br
Leia mais
- BC acredita que preços da gasolina ficarão estáveis em 2007
- Aquecimento econômico implica riscos para inflação, aponta BC
- Economistas já vêem limite para o PIB
- Copom mantém queda e reduz taxa de juros para 11,25% ao ano
Especial


