Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA sobem em 4.000
da Folha Online
O número de pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA aumentou em 4.000 na semana encerrada no último dia 8, totalizando 319 mil solicitações iniciais do benefício, informou nesta quinta-feira o Departamento do Trabalho.
Na semana imediatamente anterior, o total de pedidos havia ficado em 315 mil, segundo dados revisados. A média quadrissemanal (que atenua as volatilidades das leituras semanais) teve uma queda de 1.000 pedidos, ficando em 324 mil, contra a média anterior de 325 mil (dado revisado).
Os dados sobre empregos nos EUA ganharam a atenção de analistas e investidores após a divulgação do fechamento de 4.000 postos de trabalho no país no mês passado, primeiro resultado negativo desde 2003.
A queda no emprego em agosto é o indício mais claro até agora de que a recessão iniciada há 18 meses no setor imobiliário e as turbulências dos mercados financeiros estão tendo impacto mais amplo na economia real. Muitas das instituições financeiras atingidas pela crise do "subprime" só começaram agora a anunciar demissões.
A inesperada redução do emprego poderia se somar aos argumentos para que o Fed (Federal Reserve, o banco central americano), que manteve uma política monetária restritiva desde junho de 2006, promova uma redução da taxa básica de juros na próxima reunião, no dia 18.
Nos Estados Unidos, o índice de desemprego não engloba todas as pessoas que poderiam estar trabalhando mas não encontram emprego, mas as pessoas que, tendo perdido sua vaga de trabalho, recebem o seguro-desemprego e "procuram ativamente" um novo posto.
Se as condições oferecidas --seja por baixos salários, falta de benefícios de assistência médica e férias remuneradas-- são insuficientes e as pessoas deixam de procurar emprego, desaparecem da estatística ou, segundo termos do governo, "saem da força de trabalho".
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