"Ajuda para o comércio" não substitui Rodada Doha, diz Lamy
da Efe, em Lima
O diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), Pascal Lamy, defendeu nesta quinta-feira em Lima o programa "Ajuda para o Comércio", mas esclareceu que ele não substitui a Rodada Doha, que busca a liberação do comércio mundial.
Na inauguração do fórum "Mobilizando a Ajuda para o Comércio: América Latina e o Caribe", explicou que este programa pretende ajudar os países em desenvolvimento a "ter capacidade para aproveitar os benefícios do comércio."
Lamy qualificou esta iniciativa como "crucial", e afirmou que ele se trata de "um complemento" às negociações da Rodada Doha, cujo fim é que os benefícios da globalização cheguem a todos os países.
Além disso, disse que a economia mundial "está mudando fundamentalmente a dinâmica de desenvolvimento, criando um grande potencial para os países em desenvolvimento com o comércio como motor do crescimento."
Mas as nações mais pobres precisam "ter acesso à infra-estrutura que a globalização movimenta", alertou.
Segundo Lamy, "o comércio ultrapassa as fronteiras" e, nesse sentido, é preciso buscar fórmulas para "financiar e implementar projetos regionais" e destinar os fundos de ajuda "de maneira mais eficiente e efetiva."
Especificou que, para alcançar a integração econômica global, os países latino-americanos devem levar em conta que o crescimento econômico e comercial é possível através de planos sociais e da redução da pobreza.
Por isso, pediu que a América Latina "mude suas formas de pensar e não se limite a construir mais estradas e pontes" para alcançar o desenvolvimento, dando mais atenção às "profundas mudanças econômicas que acontecem ao redor."
A reunião regional de Lima, que termina amanhã, é a primeira de três do programa "Ajuda para o Comércio", apresentado em Hong Kong, em 2005.
Após esta reunião acontecerão outras duas na Ásia e África, como prévia ao encontro mundial no final de novembro, em Genebra.
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