Trabalho infantil recua em 2006, diz IBGE
CLARICE SPITZ
da Folha Online, no Rio
O trabalho infantil de 5 a 17 anos recuou de 12,2%, em 2005, para 11,5% em 2006, aponta a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2006, elaborada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e divulgada hoje.
Em 2006, existiam 5,1 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos trabalhando no Brasil, o que representa 5,7% da população ocupada com cinco anos ou mais de idade.
| Anna Carolina Negri/Folha Imagem |
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| Em 2006, eram 5,1 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos trabalhando |
O Nordeste foi a região que apresentou a maior participação de trabalhadores "mirins", mas também foi a que apresentou a maior redução entre 2005 e 2006 (de 9,4% para 8,4%).
O perfil do trabalhador infantil é predominantemente homem, negro ou pardo, alfabetizado, sendo que 19% não freqüentam escola.
De acordo com o IBGE, que fez entrevistas em 145,5 mil domicílios no país, as crianças de 5 a 17 anos tinham origem e domicílio com rendimento médio domiciliar per capita em torno de R$ 280. Em média, essas crianças trabalhavam cerca de 20 horas semanais.
Já as crianças trabalhadoras na faixa de 5 a 9 anos tinham origem em domicílios cujo rendimento médio domiciliar per capita estava em torno de R$ 150. Em média, elas trabalhavam 10,6 horas por semana e mais da metade vinha de áreas rurais.
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