Dinheiro
14/09/2007 - 10h49

Piora confiança do consumidor em situação financeira

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da Folha Online

A confiança do consumidor em sua situação financeira sofreu uma retração no mês de agosto em relação a julho, segundo uma sondagem de opinião da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), elaborado pelo instituto Ipsos Public Affairs.

O Índice Nacional de Confiança foi de 126 pontos em agosto, contra 128 pontos em julho e 129 pontos em agosto do ano passado. Uma leitura acima de 100 pontos aponta otimismo do consumidor. O indicador visa detectar a extensão da confiança e da segurança do brasileiro com relação a sua situação financeira.

Nas pesquisas, o consumidor é questionado sobre sua percepção quanto a situação financeira atual e futura e sua segurança em realizar grandes e médias compras (a aquisição de um carro ou de um fogão, por exemplo), bem com sua capacidade de investir no futuro.

A pesquisa é realizada junto a 1 mil pessoas, distribuídas por 70 cidades, que inclui nove regiões metropolitanas. Os dados têm margem de erro de três pontos percentuais.

Confiança

Os resultados do indicador apontam que 40% dos consumidores avaliam que sua situação financeira está ruim, ante 35% que têm a avaliação contrária.

A pesquisa também mostra que os consumidores estão favoráveis à aquisição de eletrodomésticos, com 43% de respostas nesse sentido, contra 29% de respostas desfavoráveis à compra desses produtos.

No caso de imóveis e automóveis, somente 28% da amostra de consumidores deu respostas favoráveis à aquisição de algum desses itens, contra 38% que não se mostraram propensos.

Emprego

O Indicador da ACSP/Ipsos também mostrou retração na confiança do consumidor quanto a manutenção de seu emprego.

A parcela de entrevistados que respondeu ver chance "muito grande" ou "um pouco grande" de perder o emprego, ou de alguém próximo ficar desempregado, cresceu de 21% para 25% entre julho e agosto.

Na ponta oposta, a parcela dos entrevistados que vê chance "muito pequena" ou "um pouco pequena" dele mesmo perder o emprego, ou alguém próximo ficar desempregado, caiu de 33% para 31%.

A pergunta é prospectiva para os próximos seis meses e questiona o consumidor sobre sua confiança nas condições da economia.

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