Empregos formais crescem 4,98% até agosto, aponta Caged
YGOR SALLES
da Folha Online
A geração de empregos formais até agosto registrou saldo de 1.355.824 vagas, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério do Trabalho. Estas novas vagas fizeram com que o estoque total de empregos com carteira assinada subisse 4,98% sobre o mesmo período do ano passado.
O saldo entre admissões e demissões no ano está 12,32% maior na comparação com o número de vagas abertas no mesmo período do ano passado e está próximo do recorde, verificado no mesmo período de 2004 (1.466.440 vagas).
Em agosto, o saldo entre demitidos e admitidos ficou positivo em 133.329, alta de 4,9% na comparação com o mês anterior (126.992 postos), elevando o estoque total em 0,46%. Em relação ao mesmo mês de 2006, a elevação no estoque foi de 0,44%.
O resultado de agosto é o terceiro maior da série histórica do Caged. Perde para os anos de 2004 (229.757 novos postos) e de 2005 (135.460).
A expectativa do Ministério do Trabalho é a de que a geração de empregos com carteira assinada em 2007 fique entre 1,55 milhão e 1,6 milhão, pouco abaixo da previsão inicial de 1,65 milhão de postos, mas ainda acima do recorde registrado em 2004, quando foram criadas 1,523 milhão de vagas.
"Ainda acreditamos que [a geração de empregos] fique em até 1,6 milhão. Tenho quase certeza que bateremos o recorde de 2004", afirmou Carlos Lupi, ministro do Trabalho.
Nos últimos 12 meses, a variação acumulada de empregos subiu 4,98%, ou 1.377.440 novos postos formais. No mês passado, havia no país um total de 29,02 milhões de empregados com carteira assinada.
Setores
No acumulado do ano, os oito setores pesquisados tiveram alta. O destaque fica para o setor de agronegócio, com 215.617 empregos criados (alta de 14,96% sobre o mesmo período de 2006), seguido pela construção civil, com 142.743 novos postos (crescimento de 10,56%).
No mês de agosto, sete setores mais contrataram do que demitiram. A maior alta na quantidade de vagas foi em construção civil, com 26.276 novos postos (alta de 1,79%). No mês passado, o setor de agronegócio foi o único que registrou resultado negativo com o fechamento de 30.806 mil vagas.
"Acredito que deve ter tido uma antecipação das decisões de demissão no setor rural", disse Lupi. "Talvez em setembro tenha um desempenho melhor do que esperamos.
Regiões
Segundo o Caged, a expansão do emprego foi verificada em todas as regiões do país. As que mais se destacaram no mês em análise foram Nordeste (39.858 postos, alta de 0,95%) e Norte (10.884 postos, elevação de 0,93%).
Entre os Estados, 25 registraram maior número de vagas criadas. O maior em quantidade foi São Paulo, com 59.049 novos postos, uma alta de 0,62%. Em porcentagem sobre o mesmo mês de 2006, o Estado que mais contratou foi a Paraíba, com acréscimo de 2,04%.
Só dois Estados --Minas Gerais e Acre-- tiveram mais demissões que contratações em agosto. Minas perdeu 16.281 postos de trabalho, e o Acre 53.
O ministro destacou que o emprego formal nas regiões metropolitanas voltou a crescer mais do que no interior dos estados onde elas se encontram. Foram 75.649 novos postos --um recorde para um mês de agosto nos dados do Caged.
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