Fed autoriza Bank of America a comprar divisão do ABN nos EUA
da France Presse, em Washington
da Folha Online
O Federal Reserve (Fed, o BC americano) autorizou nesta sexta-feira o Bank of America a comprar o LaSalle Bank, unidade americana do banco holandês ABN Amro, o que aumentará consideravelmente os negócios do grupo bancário dos Estados Unidos.
Depois de o Fed anunciar a aprovação da operação, o Bank of America (BoA) indicou que espera concluir a aquisição por US$ 21 bilhões no início de outubro.
A decisão do banco central americano foi tomada depois que a suprema corte da Holanda autorizou em 13 de julho o ABN Amro a vender o LaSalle.
O ABN Amro queria vender sua unidade americana ao banco americano sem a aprovação de seus acionistas, dentro de um acordo para ser comprado pelo banco britânico Barclays.
O Barclays ofereceu cerca de 67,5 bilhões de euros pelo ABN Amro. O ABN é alvo também de uma oferta apresentada por um consórcio de bancos europeus liderado pelo Royal Bank of Scotland.
Barclays
Hoje, o executivo-chefe do Barclays, John Varley, reconheceu em uma assembléia geral dos acionistas do banco que, ainda que o grupo inglês siga fortemente comprometido com a oferta de compra do ABN Amro, estaria disposto a abandoná-la caso "se produzam determinadas condições".
Segundo reportagem do jornal espanhol "El País", os acionistas deram sinal positivo à oferta do Barclays ao ABN Amro.
O ABN fará no dia 20 uma assembléia de acionistas extraordinária para discutir --mas não votar-- as duas ofertas de compra. Espera-se que a diretoria do banco torne pública nessa data sua preferência por uma das duas ofertas públicas de aquisição.
Acompanhe as notícias em seu celular: digite wap.folha.com.br
Leia mais
- Presidente do Barclays admite perder disputa pelo ABN Amro
- Itaú e Bradesco lideram ranking de bancos mais sustentáveis da AL
- Barclays está exposto a dívidas contraídas por filial, diz jornal
- Santander, Fortis e RBS notificam oferta por holandês ABN à Comissão Européia
- Crise pode ser oportunidade para entrar na Bolsa, dizem especialistas
Especial

