Dinheiro
17/09/2007 - 17h14

Holanda autoriza compra do ABN Amro pelo consórcio RBS

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da Folha Online

A Holanda autorizou nesta segunda-feira a compra do banco holandês ABN Amro, primeiro do setor no país, pelo consórcio de bancos formado por Royal Bank of Scotland (RBS), Fortis e Santander, informou o Fortis em um comunicado.

O Ministério das Finanças da Holanda, após um acordo do banco central do país, entregou a chamada "declaração de não objeção a Fortis, RBS e Santander", destacou o comunicado.

A oferta do consórcio, que valoriza o ABN Amro em 71,1 bilhões de euros (US$ 98,4 bilhões), é considerada favorita pelos analistas depois que o presidente do ABN Amro, Rijkman Groenink, disse domingo que a oferta rival do britânico Barclays, de 64,8 bilhões de euros, "provavelmente" fracassará.

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Holanda autorizou nesta segunda-feira a compra do banco holandês ABN Amro
Holanda autorizou nesta segunda-feira a compra do banco holandês ABN Amro

Groenink disse ontem que o consórcio "tem grandes possibilidades" de comprar o ABN porque sua oferta é superior à do Barclays, embora a diretoria se mantenha neutra perante os acionistas. Groenink afirmou à rede de TV holandesa NOS que "o mais provável é que o consórcio chegue à meta".

Deste modo, a direção do ABN anunciou hoje que não expressará nenhuma preferência por uma das duas ofertas, como se esperava que ocorresse durante a assembléia de acionistas do próximo dia 20.

Pouco antes da decisão do governo holandês, o presidente do Santander, Emilio Botín, disse que a transação pode estar concluída em 20 dias. "Espero que em 20 dias possamos completar a operação pelo ABN Amro", disse Botín, após encontro do qual participou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Botín acrescentou que espera que o negócio esteja concluído até o dia 5 de outubro. "Continuamos a caminhar, estamos bem adiantados, mas ainda não há nada definitivo. esperamos fechar o negócio no dia 5 [de outubro]", afirmou.

A Folha informou em reportagem neste domingo (16) que o presidente Lula, em viagem à Espanha, já havia sido comunicado no sábado (15) que o consórcio havia fechado a compra do ABN --que, no Brasil, é dono do Banco Real. Com a incorporação, o Santander vai se aproximar do banco Itaú, o segundo maior banco privado brasileiro, ambos atrás apenas do Bradesco.

A oferta do consórcio chega a cerca de 71 bilhões de euros (US$ 98,4 bilhões), com 93% em dinheiro. O grupo concorre com a oferta feita pelo banco britânico Barclays --atualmente avaliada em cerca de 58 bilhões de euros (US$ 80,4 bilhões), 37 % em dinheiro -- que já recebeu aval da Comissão Européia e das autoridades financeiras holandesas.

A oferta do Barclays, que já chegou a cerca de 65 bilhões de euros, caiu de valor devido a uma queda nos preços das ações do banco.

A oferta do Barclays já passou pelas fases de aprovação das autoridades reguladoras; o RBS, por sua vez, precisa apenas da aprovação da União Européia --que deve anunciar sua decisão no dia 3 de outubro.

Os sindicatos holandeses do setor bancário são favoráveis à oferta do Barclays, uma vez que temem demissões caso o consórcio vença a disputa (o consórcio já comunicou que não planeja demissões em massa). O Barclays informou que deve cortar cerca de 20 mil empregos, principalmente no Reino Unido, se vencer.

Com France Presse, Reuters e Associated Press

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