Funcionários dos Correios rejeitam nova proposta e greve continua
YGOR SALLES
da Folha Online
LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília
Os funcionários dos Correios decidiram na tarde desta terça-feira continuar em greve após rejeitarem nova proposta de reajuste formulada pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, e o presidente da ECT (Empresa de Correios e Telégrafos), Carlos Henrique Custódio.
A paralisação --que atinge 80% dos funcionários, segundo a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), e 20%, segundo a direção dos Correios-- começou na última quarta-feira.
A última proposta dos Correios era de aumentar em R$ 10, a partir de abril, o aumento linear que será oferecido a todos os funcionários, que passaria de R$ 50 para R$ 60.
Além disso, foi mantida a proposta da diretoria dos Correios --abono de R$ 400 e um vale-alimentação extra de R$ 391 em dezembro, reajuste de 3,74%, inclusão dos pais de novos funcionários no plano de saúde e auxílio-creche para até 7 anos de idade.
"Não tem nem como aceitar esta proposta", disse José Gonçalves, representante do comando de greve. Segundo o sindicalista, a proposta também será votada em assembléias em cada uma das 33 centrais dos Correios.
Com a manutenção da greve, os Correios devem recorrer ainda hoje ao TST (Tribunal Superior do Trabalho) para ajuizar dissídio coletivo. A empresa informou que apresentará na Justiça uma proposta menos vantajosa, e que cortará o ponto dos grevistas.
Os funcionários dos Correios reivindicam reajuste de 47,77%, aumento linear de R$ 200, a negociação do plano de cargos e salários e a contratação de 25 mil funcionários.
A assessoria de imprensa dos Correios informou que estão parados 12 mil carteiros, 1.000 operadores de carga e 386 motoristas, o que corresponde a 20% do efetivo. Segundo o comando de greve, porém, mais de 80% dos funcionários aderiram à greve.
As agências dos Correios estão funcionando normalmente. Porém, não são aceitos produtos Sedex 10 e Sedex Hoje --todas elas fixam prazos de entrega, que não podem ter garantia de cumprimento por causa da adesão à greve mais forte no setor de distribuição e entre os carteiros. O serviço de Disque-Coleta também está prejudicado.
Atendimento ao público
As agências dos Correios estão funcionando normalmente. Porém, não são aceitos produtos Sedex 10 e Sedex Hoje --todas elas fixam prazos de entrega, que não podem ter garantia de cumprimento por causa da adesão à greve mais forte no setor de distribuição e entre os carteiros.
Contas a pagar
A pessoa que possui contas a vencer e que as receberiam nos próximos dias pelos Correios devem procurar os credores para obter outra forma de pagamento. Segundo o Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor), a greve não significa que o cliente pode pagar seus débitos após o vencimento --a decisão depende da empresa que tem contas a receber.
A orientação é para que o consumidor entre em contato com a empresa e solicite outra forma de pagamento --segunda via por e-mail ou fax, por exemplo. O cliente só fica isento de pagar na data caso a empresa não disponibilize outra forma de pagamento --o que deve ser documentado de alguma forma pelo consumidor para ser válido. (clique para saber mais)
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