Dinheiro
20/09/2007 - 11h53

Criação de vagas com carteira bate recorde em agosto, diz IBGE

CLARICE SPITZ
da Folha Online, no Rio

A criação de vagas com carteira de trabalho assinada foi recorde nas seis principais regiões metropolitanas do país em agosto. O contingente de trabalhadores formais no setor privado subiu 2,5% entre julho e agosto, o que significa a maior alta desde o início da série em 2002, aponta a Pesquisa Mensal do Emprego, realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, as vagas de trabalhadores com carteira subiram 7%, a maior expansão desde maio de 2005.

A melhora no cenário econômico, aliada a maior fiscalização e maior escolaridade das pessoas no mercado de trabalho, explica o movimento. Os setores que mais abriram vagas em agosto foram o de Serviços Prestados a Empresas, que contém o Serviço de Intermediação Financeira, Indústria e Outros Serviços, que tradicionalmente pagam melhor.

A alta do emprego formal foi generalizada --a exceção coube à região metropolitana de Belo Horizonte-- e abrangeu quase a totalidade dos postos de trabalho criados. Em agosto, o IBGE constatou um acréscimo de 217 mil pessoas no contingente dos ocupados, todas formais. Já na comparação com o mesmo mês do ano passado, pouco mais de meio milhão de pessoas entraram no mercado com carteira de trabalho assinada, quase 100% do total de vagas abertas (594 mil).

"É um resultado muito positivo e muito favorável, mas ainda temos um déficit muito grande, o número de pessoas trabalhando na informalidade é muito alto, o número de pessoas que não estão contribuindo para a Previdência é muito alto", afirmou Cimar Azeredo, gerente da pesquisa.

Além da expansão do emprego formal, a pesquisa captou um decréscimo de 6,2% nos postos de trabalho sem carteira em agosto em relação ao mesmo mês do ano passado.

Segundo Azeredo, o declínio dos "sem carteira" pode ser justificado pela absorção de trabalhadores no mercado formal e por parte deles terem sido incorporados nas fileiras de empregados por conta própria.

Apesar de tradicionalmente esses trabalhadores ganharem menos, já que parte deles é informal, a pesquisa mostra que o rendimento dos por conta própria apresentou um crescimento de 5,2% em agosto em relação ao mesmo mês do ano passado.

Desemprego

Segundo divulgou o IBGE nesta quinta-feira, a taxa de desemprego ficou estável em agosto, aos 9,5%, nas seis regiões metropolitanas do país --Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

A taxa ficou 1,1 ponto percentual abaixo da apurada em agosto do ano passado. Já o rendimento médio caiu 0,5%, pelo terceiro mês consecutivo, entre julho e agosto.

A população ocupada nas seis regiões subiu 2,5%. O número de desempregados no total das seis regiões atingiu 2,2 milhões de pessoas.

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