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Dinheiro
20/09/2007 - 14h23

Bush promete trabalhar "duro" para aprovar acordos bilaterais

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da Efe, em Washington

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, assegurou nesta quinta-feira que vai trabalhar "duramente" para avançar os TCL (Tratados de Livre Comércio) firmados com Peru, Colômbia, Panamá e Coréia do Sul.

Em uma coletiva de imprensa na Casa Branca, o presidente disse que se o Congresso não aprova-los, "será um sinal de que o protecionismo está em alta." O Comitê de Finanças do Senado americano realiza nesta quinta-feira um "voto de ensaio" para medir o apoio político ao TCL com o Peru.

A representante comercial do governo americano, Susan Schwab, disse nesta terça-feira que o governo pretende acertar a aprovação dos quatro acordos bilaterais antes das eleições presidenciais, que ocorrem em novembro de 2008.

Muitos parlamentares, especialmente democratas, têm criticado a política comercial dos Estados Unidos, mas Bush reiterou seu apelo em favor da abertura dos mercados e disse que se preocupa com o protecionismo.

Bush lembrou que um dos pontos fortes da economia dos Estados Unidos atualmente é o aumento das exportações, que se beneficiam da desvalorização do dólar ante outras moedas. Em seguida disse que "o comércio ajuda que pessoas pobres possam ter uma vida melhor."

Na coletiva de imprensa, Bush teve que responder um grande número que perguntas econômicas, pois há sinais de que a economia americana está desacelerando, o que levou o Fed (Federal Reserve, o banco central daquele país) a baixar a taxa básica de juros local em meio ponto percentual.

O presidente assegurou que os fundamentos da economia americana são "robustos", mas reconheceu que o mercado imobiliário passa "por momentos de inquietude."

Bush reiterou sua confiança na economia local e prometeu tomar medidas para reduzir os efeitos da crise no mercado. "As bases da economia de nossa nação são robustas, a inflação está baixa, o mercado de trabalho se mantém e está forte, depois de tudo a taxa de desemprego nacional está em 4,6%, os benefícios das empresas parecem ser robustos, as exportações estão em alta", enumerou o presidente americano.

Ainda assim, declarou que "não há dúvida que o mercado imobiliário passa por momentos de inquietude e o crédito associado com o mercado imobiliário também."

Bush disse que trabalhará com o Congresso para "modernizar" o programa de empréstimos hipotecários para pessoas com baixa renda garantida pelo governo. Também afirmou que quer que o Congresso modifique a lei tributária para que as pessoas que financiem a sua hipoteca com o objetivo de obter melhores condições de pagamento não tenham que pagar impostos nesta transação.

"Sou otimista sobre nossa economia, seria pessimista se o Congresso tirasse o corpo fora e subisse os impostos", o que debilitaria a economia, disse Bush.

Porém, o presidente americano não quis dizer se crê que o país cairá em recessão. "Teria que conversar com um economista", disse.

Durante a coletiva, Bush também se referiu às críticas do ex-presidente do Fed, Alan Greenspan, que em seu livro de memórias publicado nesta segunda-feira criticou o suposto descontrole fiscal de seu governo.

"Respeitosamente estou em desacordo" com Greenspan, disse Bush. O presidente destacou que os Estados Unidos "combate uma guerra enquanto caminha para um equilíbrio orçamentário."

Ele disse ainda que falou em várias ocasiões com Greenspan quando este estava à frente do Fed sobre a trajetória da seguridade social. Bush informou que "como o ex-presidente (Greenspan), entendo que o maior programa do orçamento são estes programas", que está previsto que será uma fonte de déficit cada vez maior conforme a população envelhece.

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