BC eleva previsão para investimentos estrangeiros em 2007
ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília
O Banco Central divulgou hoje as revisões das projeções para as contas externas para este ano e as previsões para 2008. A principal delas indica que os investimentos estrangeiros diretos irão chegar a US$ 32 bilhões em 2007 --contra US$ 25 bilhões esperados anteriormente-- e US$ 28 bilhões no ano que vem.
No acumulado do ano até agosto, esses ingressos somam US$ 26,488 bilhões, já acima do registrado no ano passado (US$ 18,782 bilhões). Em agosto, eles ficaram em US$ 2,040 bilhões, número 72,6% maior que o US$ 1,182 bilhão registrado no mesmo mês do ano passado.
Esses investimentos são importantes para sustentar e ampliar o crescimento da economia, já que ajudam as empresas a oferecerem uma maior quantidade de bens e serviços.
De acordo com o BC, do total ingressado em agosto, US$ 1,117 bilhão foi participação no capital. Foram contabilizadas também entradas líquidas de US$ 923 milhões em empréstimos intercompanhias.
O BC revisou também a projeção para o saldo de transações correntes, ele foi reduzido de US$ 10,7 bilhões para US$ 7,8 bilhões, principalmente devido ao maior déficit na conta de serviços e renda, que passou de US$ 33,8 bilhões para 36,3 bilhões.
A previsão para o saldo da balança comercial foi mantido em US$ 40 bilhões, mas as projeções de exportações e importações foram elevadas para, respectivamente, US$ 155 bilhões e US$ 115 bilhões. Anteriormente, os números esperados eram vendas externas de US$ 152 bilhões e compras de US$ 112 bilhões.
Para o ano que vem, a expectativa de saldo na conta corrente é de US$ 3,2 bilhões, co saldo comercial de US$ 34 bilhões (exportações de US$ 167 bilhões e importações de US$ 133 bilhões) e déficit na conta de serviços e rendas de US$ 35,3 bilhões.
A previsão de remessa de lucros e dividendos deste ano foi ampliada de US$ 15,7 bilhões para US$ 16,5 bilhões. Para o ano que vem, o BC aposta em saídas de US$ 16,8 bilhões.
Em relação ao saldo das receitas e despesas com viagens internacionais, a expectativa é que o saldo fique negativo neste ano em US$ 2,8 bilhões, contra US$ 1,8 bilhão esperado anteriormente. Para o ano que vem, é de US$ 2,5 bilhões.
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