Crédito pessoal ajuda a reduzir juros ao consumidor; taxa é a menor da história
ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília
A taxa de juros cobrada nas linhas de crédito pessoal ajudou a derrubar os juros médios no mês de agosto. Essa taxa, que inclui as principais modalidades voltadas para os consumidores, ficou em 46,6% ao ano em agosto, contra 47% no mês anterior. Essa é a taxa mais baixa desde o início da série histórica do Banco Central, de julho de 1994.
Além da queda nos juros, também foi verificada um recuo no spread --diferença entre o custo da captação das instituições financeiras e a taxa efetiva cobrada dos clientes--, que passou de 36,3 pontos percentuais para 35,3 pontos.
Os juros no crédito pessoal apresentaram em agosto uma queda de 0,7 ponto percentual, para 49,9% ao ano. Em 12 meses, esse recuo é de 9,2 pontos percentuais. Dentro dessa modalidade está o crédito consignado --desconto em folha de pagamento--, que apresentou um recuo de 0,2 ponto, para 30,7% ao ano no mês passado.
A queda nessa modalidade foi determinante para o recuo das taxas para a pessoa física, já que as demais ficaram estáveis ou subiram.
Na aquisição de veículos, a taxa ficou estável em 28,7% ao ano. Em 12 meses, o recuo chega a 4,2 pontos percentuais. A taxa para a aquisição dos demais bens apresentou uma elevação de 0,5 ponto, para 55,2% ao ano em agosto. A queda no acumulado de 12 meses é de 4,2 pontos.
No cheque especial, a alta foi de 0,3 ponto e a taxa terminou o mês passado em 139,5% ao ano. No ano, a modalidade mais cara ao consumidor apresentou um recuo de apenas 4,1 pontos.
Empresas
No caso das empresas (pessoas jurídicas), a taxa de juros subiu para 23,1% ao ano em agosto, com uma elevação no spread de 0,3 ponto, para 12,4 ponto percentuais. Com isso, a taxa média geral, que inclui as empresas e as pessoas físicas, caiu de 35,9% ao ano em julho para 35,7% ao ano no mês passado. Esse é o menor patamar desde o início da série, que é de julho de 2000. A queda do spread foi de 0,4 ponto, para 24,7 pontos.
Em relação à pontualidade dos consumidores brasileiros, a taxa de inadimplência --atrasos superiores a 90 dias-- ficou estável em 4,7%. Nas empresas, ela ficou em 2,4%. Para as pessoas físicas ela ficou em 7,2%.
Acompanhe as notícias em seu celular: digite o endereço wap.folha.com.br
Leia mais
- Volume de crédito sobe 2,9% em agosto e ultrapassa 33% do PIB
- Inadimplência com cheques recua em 2007, indica Serasa
- FMI aconselha Banco Central a reduzir taxas de juros
- Juros bancários ficam estáveis em setembro, diz Procon-SP
- Livro ensina famílias a organizar o orçamento da casa
- Livro traz 25 princípios para calcular riscos e vantagens ao investir
Especial

