Até agosto, governo gasta menos de 30% do previsto para o ano
ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília
De janeiro a agosto, Executivo, Legislativo e Judiciário gastaram R$ 11,184 bilhões dos R$ 38,384 bilhões previstos no Orçamento da União, ou seja, 29,1% do total. Apesar do volume reduzido, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, destacou o crescimento dos investimentos no ano, que é de 35% em relação ao mesmo período do ano passado.
Segundo ele, os gastos subirão nos últimos meses do ano à medida que as obras forem concluídas.
"Há sim uma aceleração [dos investimentos]. Trata-se de entender que o investimento tem um prazo de maturação", afirmou nesta terça-feira.
Sobre o reduzido gasto com o PPI (Programa Piloto de Investimentos), Augustin afirmou que todo o valor previsto será investido nesse programa, que abrange as obras de infra-estrutura consideradas prioritárias para o país. Até agosto, apenas R$ 2,2 bilhões dos R$ 11,3 bilhões previstos foram gastos.
"O perfil da nossa despesa de investimento foi alterado positivamente pelo PAC. Como todo investimento novo, ele tem um prazo de maturação", explicou o secretário.
Na semana passada, o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) havia afirmado que seriam gastos cerca de R$ 8 bilhões no PPI neste ano.
Só Executivo
O Tesouro Nacional também apresentou os dados sobre os investimentos do Poder Executivo. Neste caso, o valor autorizado é de R$ 27,410 bilhões e o limite autorizado no decreto de programação financeira é de R$ 16,770 bilhões --o Ministério do Planejamento bloqueia parte dos recursos do Orçamento da União, o chamado contingenciamento.
Ao comparar os investimentos com esses valores, o gasto do Executivo com investimentos foi de R$ 8,466 bilhões, o equivalente a 30,9% do que consta no Orçamento e a 50,5% do autorizado.
Sobre o superávit primário (receitas menos despesas, excluindo gastos com juros) do governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central), ele afirmou que o resultado do ano caminhará para a meta, que é de R$ 53 bilhões.
No acumulado dos oito primeiros meses do ano, está em R$ 51,339 bilhões, o equivalente a 3,11% do PIB (Produto Interno Bruto).
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