Alimentos reduzem pressão e inflação recua para 0,18%, diz Fipe
da Folha Online
Os preços dos alimentos reduziram a pressão que vinham exercendo sobre a inflação no município de São Paulo, o que levou o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP) a registrar ligeira desaceleração, para 0,18%, na terceira quadrissemana deste mês --período de 30 dias encerrado no último dia 22. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira.
No período imediatamente anterior, o IPC havia registrado alta de 0,19%. O indicador do grupo Alimentação recuou para 0,79%, contra 1,17% na segunda quadrissemana de setembro, interrompendo uma seqüência de 14 semanas consecutivas de índices acima de 1%.
O grupo Habitação teve ligeira alta de 0,03% no período, contra deflação de 0,27% na semana anterior. O indicador dos preços da Habitação vinha se mantendo em território negativo desde a quarta quadrissemana de julho.
Os grupos Transportes, Despesas Pessoas e Saúde registraram quedas: o primeiro, de estabilidade na semana passada, teve ligeira deflação de 0,02% (o grupo regiostrou deflações entre a segunda quadrissemana de junho e a primeira de setembro); o segundo, de alta de 0,13%, caiu para 0,09%; e o último, de elevação de 0,37%, caiu para uma alta de 0,18%.
O indicador do grupo Educação se manteve em alta de 0,06%, mesma da quadrissemana anterior; e o do grupo Vestuário manteve-se em deflação, mas com ligeiro avanço em relação à quadrissemana anterior --o índice passou de -0,61% para -0,60%.
O IPC da Fipe mede a variação dos preços no município de São Paulo de famílias com renda até 20 salários mínimos.
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