Brasil é único mercado das Américas a recuperar patamar pré-crise
CAMILA MARQUES
Editora de Dinheiro da Folha Online
O mercado de ações brasileiro é o único no continente americano, até agora, a recuperar as perdas geradas com a crise de crédito imobiliário nos Estados Unidos, que começou a abalar as Bolsas mundiais em julho. O levantamento, feito pela consultoria Economática, leva em conta os números dos mercados até o fechamento de terça-feira (25).
Ontem, o Ibovespa, principal índice da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), driblou a realização de lucros e emendou o 34º recorde no ano, encerrando o pregão em alta de 0,24%, aos 58.857 pontos.
| Arte/Folha Imagem |
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Depois do Ibovespa, o índice mais próximo de recuperar o patamar anterior à crise de crédito é o Dow Jones Industrial Average (DJIA), da Bolsa de Valores de Nova York, que encerrou a terça-feira aos 13.779 pontos, o que corresponde a 98,4% do patamar recorde, de 14.000 pontos.
Na terceira posição está outro índice americano, o S&P 500, que fechou ontem em leve queda, aos 1.517 pontos (o recorde é de 1.553). O terceiro índice de referência nos EUA, o Nasdaq, das empresas de tecnologia, está na 11ª posição entre os que mais se aproxima do recorde histórico, aos 2.683 pontos --trata-se de 53,2% do pico obtido em 10 de março de 2000, de 5.049 pontos.
A quarta posição é do IPyC, do México, que está na casa dos 30.294 pontos, o equivalente a 93,5% do recorde, de 32.411 pontos. No quinto lugar aparece o Merval, da Argentina, que encerrou ontem em 2.145 pontos --o recorde é de 2.303 pontos, registrado em julho.
Na Europa, cujas Bolsas não foram incluídas na pesquisa, outros mercados já se recuperaram, entre elas a de Frankfurt, na Alemanha, que bateu recorde no último dia 13 de setembro, quando o índice DAX 30 chegou a marcar 8.151,57 pontos, superando a marca recorde anterior, 8.136,16 pontos, atingida em 2000.
O mesmo ocorre na Ásia, com a Bolsa de Hong Kong e a da China, por exemplo, que bateram seus recordes neste mês.
| País | Índice | Data da máxima histórica | Pontos da máximo histórica | Fechamento 25/09/07 | Hoje com relação ao máximo % |
|---|---|---|---|---|---|
| Brasil | Ibovespa | 25/9/2007 | 58.857 | 58.857 | 100,0 |
| EUA | Dow Jones | 19/7/2007 | 14.000 | 13.779 | 98,4 |
| EUA | S&P 500 | 19/7/2007 | 1.553 | 1.517 | 97,7 |
| México | IPyC | 6/7/2007 | 32.412 | 30.295 | 93,5 |
| Argentina | MERVAL | 23/7/2007 | 2.303 | 2.146 | 93,2 |
| Colômbia | IGBC | 27/1/2006 | 11.433 | 10.400 | 91,0 |
| Chile | IPSA | 3/7/2007 | 3.500 | 3.175 | 90,7 |
| Peru | IGBVL | 24/7/2007 | 23.790 | 21.325 | 89,6 |
| Venezuela | IBC | 8/1/2007 | 62.013 | 36.569 | 59,0 |
| EUA | NASDAQ | 10/3/2000 | 5.049 | 2.683 | 53,2 |
Fonte: Economática
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