Quase 25% dos aposentados voltam a trabalhar no Rio, aponta pesquisa
da Folha Online
Pesquisa realizada pela Fecomércio-RJ (Federação do Comércio do Rio de Janeiro) aponta que 80,7% das pessoas com mais 55 anos estão aposentadas ou recebem algum tipo de pensão na cidade do Rio de Janeiro. Entre esse público, no entanto, 24,5% voltaram ao mercado de trabalho.
De acordo com o levantamento, cresceu o percentual de aposentados que trabalham por conta própria, de 53,8%, em 2006, para 59%, neste ano, e no mercado informal, que passou de 18,8% para 24,4% na mesma base comparativa.
Também aumentou o volume de aposentados que voltou a atuar na mesma área em que trabalhava, de 45% no ano passado para 48,7% em 2007.
Entre os que voltaram ao mercado de trabalho após a aposentadoria, 65,4% o fizeram por necessidade, em 2006 esse motivo era apontado por 72,5% dos entrevistados. Além disso, a permanência em algum tipo de atividade profissional permitiu que a maioria conseguisse ao menos dobrar o seu orçamento. Entre esse público, 42,3% têm uma faixa salarial maior do que aposentadoria ou pensão e 17,9% têm um rendimento igual.
Na população acima de 55 anos, 75% recebem a única ou a maior remuneração entre os integrantes da família (são chefes de família). A pesquisa mostrou que 30,5% moram com o companheiro ou companheira e 22,8% com toda a família, nos dois casos, a união dos parceiros já dura, em média, 34 anos. O estudo aponta que 18,1% moram sozinhos.
O levantamento também aponta que os gastos com alimentação continuam a consumir a maior parte da renda das pessoas com mais de 55 anos de idade, segundo 42% das respostas. Vieram a seguir: os gastos com remédios (com 24,6% das citações), planos de saúde (8,1%) e aluguel (7,9%).
Apesar de 59,1% dos entrevistados afirmarem que não têm nenhuma doença crônica, 93,3% dos que têm alguma enfermidade fazem algum tipo de tratamento médico contínuo e gastam, em média, R$ 281,11 com remédios; em sua maioria genérico (63,9%) ou de marca (55,7%). De um ano para o outro, houve um aumento de 15,3% nos gastos com medicamentos para os tratamentos contínuos.
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