Dinheiro
27/09/2007 - 10h29

PIB dos EUA registra crescimento de 3,8% no segundo trimestre

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da Folha Online

A economia americana registrou um crescimento de 3,8% no segundo trimestre deste ano, maior desde o primeiro trimestre de 2006, quando a expansão foi de 4,8%. O resultado, no entanto, foi menor que a previsão anterior, de 4% entre abril e junho. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pelo Departamento do Comércio.

Mesmo assim, a expansão registrada no trimestre passado manteve-se robusta na comparação com o crescimento visto entre janeiro e março, que foi de apenas 0,6%.

Os índices de inflação atrelados à leitura do PIB (Produto Interno Bruto) mostraram altas. O indicador referente aos preços ao consumidor mostrou alta de 4,3% no período, contra 4,2% da estimativa inicial e acima dos 3,5% no priomeiro trimestre. O núcleo do índice (que exclui preços de alimentos e energia) subiu 1,4%, pouco acima da estimativa de 1,3%, mas bem abaixo dos 2,4% no primeiro trimestre do ano.

A recuperação da economia ocorreu em meio à crise no mercado imobiliário americano, agravada pela situação de inadimplência no mercado de hipotecas de risco. Os preblemas no mercado de hipotecas nessa categoria provocou abalos no mercado financeiro e já mostraram alguns efeitos sobre a economia real --sendo que o de maior impacto foi o fechamento de 4.000 postos de trabalho em agosto, primeiro resultado negativo desde 2003.

O setor de construção também sente o impacto da crise. No trimestre passado, as empresas do setor reduziram os gastos em novos projetos em 11,8% (dado anualizado), sexto trimestre consecutivo de redução.

Os lucros das empresas após os descontos de impostos no período também tiveram avanço no trimestre, subindo 5,2%, contra uma alta de apenas 1,5% no período. Com as restrições maiores à concessão de crédito devido à crise no segmento de risco do mercado de hipotecas, os investimentos podem ser afetados.

Um indocador desse ritmo menor dos investimentos foi divulgado ontem: os pedidos de bens duráveis nos EUA em agosto tiveram queda de 4,9%, maior recuo desde janeiro (quando houve queda de 6,1%) e forte declínio na comparação com julho, quando a alta foi de 6,1%.

Para o terceiro trimestre, a expectativa entre os analistas é de uma desaceleração da economia. O ex-presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano) Alan Greenspan disse na semana passada à agência de notícias Associated Press que há "uma chance em três" de a economia americana entrar em um período de recessão.

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