Dinheiro
27/09/2007 - 11h38

Confira a cronologia da crise e recuperação dos mercados

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da Folha Online

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) bateu recordes e chegou ao fundo do poço em um curto espaço de tempo neste ano. Veja abaixo algumas datas chave dos altos e baixos do mercado acionário brasileiro.

24 de julho - As preocupações com o mercado de crédito imobiliário americano começam a preocupar fortemente os investidores. Após bater recorde no pregão da véspera, a Bovespa amarga perdas de 3,86%, a pior queda desde o dia 27 de fevereiro ("efeito China"). A Bolsa demoraria dois meses para recuperar o nível recorde do Ibovespa (58.124 pontos, no dia 19 de julho).

9 de agosto - O banco francês BNP Paribas anuncia que congelou os resgates de cerca de 2 bilhões de euros (cerca de US$ 2,73 bilhões) em fundos, citando as preocupações sobre o setor de crédito "subprime" (de maior risco) nos EUA. O alerta de que a crise americana atravessou as fronteiras do país faz Bolsas de Valores despencarem. A Bovespa fecha em queda de 3,28%. O pior, no entanto, ainda estava por vir.

15 de agosto - O pessimismo de investidores e analistas não pára de piorar. A gigante mundial do setor varejista, Wal-Mart, rebaixou sua perspectiva de lucros para o ano, alegando que seus consumidores podem enfrentar dificuldades financeiras nos próximos meses. Para economistas, é o sinal vermelho de que a "economia real" começou a ser contaminada pela crise financeira.

A Bovespa despenca 3,19%. Ao mesmo tempo, os principais bancos centrais do planeta começam a agir e oferecem bilhões de dólares para evitar uma crise bancária.

16 de agosto - A Bovespa realmente bate o fundo e fecha em baixa de 2,58%. Durante o pregão, a Bolsa chega a despencar 8,29% e chega a perto de zerar todo o ganho acumulado ao longo do ano.

31 de agosto - O mercado começa a dar sinais de reação. O presidente do Federal Reserve (banco central dos EUA), Ben Bernanke, sinaliza de que a autoridade monetária vai agir para conter a crise. Começa a se formar um consenso de que será inevitável que a autoridade monetária americana reduza os juros básicos da economia para deter uma recessão histórica.

18 de setembro - Pressionado por todos os lados, o Fed surpreende o mercado e corta os juros básicos dos EUA em 0,50 ponto percentual, ajustando a taxa para 4,75% ao ano. Não é o fim da crise, mas as Bolsas de Valores tomam fôlego renovado.

24 de setembro - A Bovespa zera as perdas acumuladas com a crise dos créditos "subprime".

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