Fed injeta total de US$ 38 bi no mercado financeiro
da Efe, em Nova York
O Fed (Federal Reserve, o banco central americano) injetou nesta quinta-feira um total de US$ 38 bilhões no sistema monetário em apenas uma hora e meia, através da compra de dívida nas mãos de outras entidades financeiras.
Através de seu banco em Nova York --responsável por fazer este tipo de operação para aumentar a liquidez-- a instituição monetária fechou a compra às 8h30 (9h30 de Brasília) de dívida no valor de US$ 6 bilhões, a um prazo de 14 dias.
Pouco mais de uma hora depois, informou sobre a compra de dívida no valor de US$ 20 bilhões, a um prazo de sete dias, após os quais, os bancos terão que recomprar a dívida à taxa de juros imposta pela instituição monetária americana.
Depois anunciou o fechamento de outra operação de compra de US$ 7 bilhões a quatro dias e, em seguida, outros US$ 5 bilhões a um dia.
De toda a dívida adquirida, a entidade tirou das mãos dos bancos até US$ 19,912 bilhões apoiados por créditos hipotecários.
A injeção de liquidez desta quinta-feira foi a maior da semana --sendo que houve operações em todos os dias anteriores. Na segunda-feira, comprou dívida no valor de US$ 10 bilhões; na terça-feira, US$ 9,75 bilhões; e na quarta-feira, US$ 15,25 bilhões.
Nas últimas semanas, o Fed está colocando mais liquidez do que o normal no sistema, especialmente através da compra de créditos hipotecários, um setor que passa por uma forte crise devido à falta de efetivo, por causa da grande quantidade de hipotecas de alto risco ("subprime") nos mercados e à conseguinte perda de confiança dos investidores.
A compra de instrumentos financeiros é a principal ferramenta do Fed para injetar liquidez no sistema e contribuir para manter a taxa de juros interbancária perto de seu objetivo, que agora está em 4,75%.
Acompanhe as notícias em seu celular: digite o endereço wap.folha.com.br
Leia mais
- BC se mostra preocupado com desaceleração da economia dos EUA
- Bancos britânicos rejeitam crédito de emergência do BC inglês
- Rato diz que efeitos da crise poderão ser sentidos em 2008
- Crise de crédito fará emigrante enviar menos recursos ao Brasil
- BC espera que US$ 11 bi de capitais de curto prazo saiam do país
- Saiba como gerenciar riscos e vantagens dos seus investimentos
Especial


