Governo não terá tabela, mas quer controle de tarifas bancárias
ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília
O ministro Paulo Bernardo (Planejamento) afirmou nesta quinta-feira que a concorrência no sistema financeiro deve preservar os interesses dos consumidores e que o momento é oportuno para se fazer um debate sobre a cobrança de tarifas bancárias.
No entanto, o ministro ressaltou que embora o governo não tenha como objetivo tabelar esses serviços, irá tomar alguma medida para mudar o atual quadro. "Há um crescimento muito expressivo das tarifas que são cobradas. Acho que isso chegou a um ponto que exige um debate. Acho que temos que tomar alguma medida", afirmou.
Segundo ele, o governo tem recebido reclamações de que as tarifas cobradas pelos bancos estão elevadas e, em alguns casos, abusivas e que esses serviços também elevam a conta do chamado "custo Brasil".
"É oportuno fazer o debate. Não queremos dar a idéia de que queremos tabelar isso. A concorrência é importante, mas é importante ter um debate que preserve o interesse do consumidor."
Bernardo considerou ainda "razoável" a proposta de auto-regulamentação apresentada pela Febraban (Federação Brasileira dos Bancos).
Caso o governo realmente venha a tomar alguma medida em relação às tarifas bancárias, o ministro não detalhou se isso será feito por meio de decisão do CMN (Conselho Monetária Nacional) ou por uma legislação específica.
Leia mais
- Governo quer aumento da concorrência entre bancos, diz Mantega
- Diferença entre tarifas bancárias mostra concorrência, diz Febraban
- Sistema permite comparar tarifas bancárias
- Ganho do setor bancário tem alta com mais crédito e tarifas
- Livro ensina famílias a organizar o orçamento da casa
- Jornalista explica em livro papel do sistema financeiro
Especial

