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Dinheiro
01/10/2007 - 07h31

Crise de crédito nos EUA causa prejuízo e derruba diretoria do UBS

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da Efe, em Genebra

O UBS, principal banco suíço, espera ter prejuízo de 600 a 800 milhões de francos suíços (US$ 513,6 milhões a US$ 684,7 milhões) antes de impostos no terceiro trimestre do ano devido à crise das hipotecas de alto risco nos Estados Unidos.

A crise também provocará mudanças na direção do banco assim como a demissão "de 1.500 pessoas nesta divisão até o fim de ano", informou hoje o banco em comunicado.

A exposição do UBS às hipotecas "subprime" (créditos hipotecários de alto risco nos EUA) chega a 13 bilhões de francos suíços (US$ 11,1 bilhões), o que força depreciações de ativos de bilhões de francos suíços.

Como conseqüência imediata desta crise, o executivo-chefe do grupo, Marcel Rohner, assume a presidência e a direção dos bancos de investimentos.

Até agora presidente dos bancos de investimentos, Huw Jenkins deixa o cargo, assim como o diretor financeiro, Clive Standish, um britânico que se aposenta com 54 anos de idade.

No total, o banco de investimentos terá faturamento negativo de 4 bilhões de francos suíços (US$ 3,42 bilhões) no terceiro trimestre.

O UBS considera que este prejuízo após nove anos de resultados positivos são "decepcionantes", segundo o comunicado, que só informa alguns dos resultados do terceiro trimestre e dos nove meses de 2007 até agora. Os detalhes serão publicados no dia 30 de outubro.

Apesar das perdas previstas no terceiro trimestre, UBS acrescenta que o lucro líquido antes de impostos nos primeiros nove meses serão da ordem de 10 bilhões de francos suíços (US$ 8,56 bilhões).

"Apesar do resultado decepcionante do terceiro trimestre, prevemos fechar o ano com um bom nível de lucro e uma base sólida de capital", afirmou Rohner.

"Todas as demais atividades no seio do banco de investimentos continuam apresentando bons resultados. O UBS continua sendo um ator de primeira classe no setor de serviços financeiros e está bem situada para obter um crescimento rentável a longo prazo", acrescentou o diretor-executivo do grupo.

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