Governo já espera superávit comercial mais baixo, diz Miguel Jorge
DEISE DE OLIVEIRA
da Folha Online
O ministro Miguel Jorge (Desenvolvimento) disse nesta segunda-feira que o governo já espera superávit comercial (diferença entre importações e exportações) em torno de US$ 40 bilhões para o ano, ante projeção anterior de US$ 45 bilhões. Os números oficiais serão apresentado nesta tarde em Brasília.
O superávit comercial acumula uma queda de 9,5% no ano. Até setembro, o saldo da balança está em US$ 30,947 bilhões, contra US$ 34,214 bilhões no mesmo período do ano passado. Só em setembro, o saldo positivo foi de US$ 3,471 bilhões, uma queda de 22,3% sobre o mesmo mês do ano passado e de 1,8% sobre agosto.
Segundo ele, a redução do saldo da balança comercial não traz preocupações quanto ao aumento da inflação. "O importante é que as importações são de bens de capital, maquinário, e não de bens de consumo", disse. "Não há preocupação do governo com inflação, que está dentro da meta. Houve preocupação com os preços na entressafra, mas eles já estão recuando".
Para o ministro, a indústria dá sinais de que a produção continua em expansão para atender à alta da demanda. Miguel Jorge citou o estudo do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), que aponta crescimento de 5% para a produção industrial neste ano.
Quanto à queda da quantidade exportada, Miguel Jorge descartou o processo como um movimento generalizado na economia. "Não houve queda na quantidade exportada como um todo. O setor automotivo, por exemplo, teve redução com o aumento de preços, mas isso não ocorreu em todos os setores.
Miguel Jorge também descartou que exista gargalo na infra-estrutura do país. "O PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] deve ter aceleração a partir de agora", afirmou.
O ministro participou hoje de reunião da Câmara da Construção, da Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo).
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