Dinheiro
01/10/2007 - 17h46

Bovespa fecha em alta de 3,10%, em nova marca histórica

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EPAMINONDAS NETO
da Folha Online

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) abriu o mês de outubro já com uma nova marca histórica, em meio a uma nova onda de otimismo global. Em paralelo, a valorização das ações do setor de mineração e siderurgia deram fôlego renovado aos negócios, combinado com o fluxo constante de recursos para as Bolsas de economias emergentes. Desde janeiro, a Bolsa já acumulou ganho de 40%.

O Ibovespa, índice que acompanha as ações mais negociadas, finalizou o dia em alta de 3,10%, na marca histórica dos 62.340 pontos. Trata-se do 37º recorde somente neste ano. O volume financeiro foi de R$ 6,36 bilhões, acima do volume médio diário de setembro (R$ 4,73 bilhões) e do ano (R$ 4,34 bilhões).

O saldo de investimentos estrangeiros mostrou resultado positivo em R$ 2,793 bilhões em setembro (diferença entre compras e vendas de ações).

O dólar comercial foi negociado a R$ 1,810 para venda, com decréscimo de 1,30%, nas últimas operações desta segunda-feira. Trata-se da menor cotação desde 15 de agosto de 2000, quando a moeda americana bateu R$ 1,804.

"O otimismo voltou. O mercado percebeu que os problemas dos créditos 'subprime' estão restritos às instituições financeiras. A economia real continua com perspectivas boas de crescimento, como se pode ver pela demanda de minério de ferro, pela expectativa sobre os reajustes de preços", sintetiza Emerson Lambrecht, diretor de operações da corretora Solidus.

A consultoria Austin Rating lembrou ainda que uma parcela do otimismo global é provocado pela expectativa de novos cortes nos juros básicos americanos, que referenciam os empréstimos para consumidores e empresas. A última redução das taxas básicas dos EUA foi bem vista pelo mercado como uma tentativa do Federal Reserve (o banco central americano) deter uma possível recessão.

Em relatório sobre as Bolsas, a consultoria notou que a divulgação de vários indicadores negativos sobre o nível de atividade e sobre as expectativas de consumo "aguçou a perspectiva de novo corte de juro básico em outubro devido à preocupação real e crescente de recessão em 2008".

Também foi um pregão histórico nos EUA. A Bolsa de Nova York fechou em alta de 1,38% e bateu os 14 mil pontos, pelo índice Dow Jones, uma das mais importantes referências mundiais para os negócios com ações. O mercado foi "testado" com duas notícias francamente negativas sobre o setor imobiliário: dois grandes bancos mundiais, o suíço UBS, que divulgou prejuízo, e o americano Citigroup, que rebaixou sua perspectiva de resultados para o trimestre. Ambos tiveram problemas com a crise de crédito.

"A marca histórica do Dow Jones foi um fator adicional para a valorização da Bolsa brasileira", acrescenta Lambrecht, da Solidus.

Empresas

A ação preferencial da Vale, a mais negociada do pregão, subiu 6,51%, a R$ 55,60, a maior alta na lista de ativos que compõem o Ibovespa. A ação ordinária também teve boa valorização (5,89%), cotada a R$ 65,60.

Os ganhos da ação da Vale acompanharam o movimento mundial de altas nas ações de mineração e siderurgia, já visto nas Bolsas européias, onde os papéis de Antofagasta, Xstrata e BHP Billiton, gigantes mundiais, subiram mais de 5%.

A corretora Unibanco aumentou a participação dos ativos do setor de siderurgia em sua carteira recomendada de ações, de 8,5% em agosto para 9% em setembro. "As empresas nacionais devem se beneficiar de notícias recentes', avalia a corretora, citando o aumento da tributação sobre as exportações chinesas de aço e a tendência de recuperação dos preços internacionais".

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Comentários dos leitores
Henrique Silva (187) 28/11/2009 00h46
Henrique Silva (187) 28/11/2009 00h46
FHC: foi um diplomata pacífico, mas fazia viagens internacionais para fazer visitas oficiais sem aumento de laços econômicos nem melhorou a imagem do país
LULA: é um diplomata pacífico, mas fez inúmeros acordos econômicos internacionais que permitiu ao Brasil aumentar as exportações e projetou o país como uma voz importante para discutir questões relevantes. Hoje o Brasil é um país respeitado internacionalmente e visto realmente como um país de grande potencial e liderança.
FHC: reservas internacionais: 18 Bilhões de dólares
LULA: reservas internacionais :235 bilhões de dólares
FHC: baseado arrocho salarial, estado mínimo, aumento de desigualdade social, aumento da dívida externa e desemprego quebrou o país 3 vezes em 8 anos e manteve a atividade econômica baixa e teve média de crescimento de 2,2% do PIB.
LULA: baseado na recuperação salarial, estado forte, diminuição da desigualdade social e aumento do emprego mantêm a atividade econômica nacional aquecida e mantêm crescimento econômico médio de 4,2%.
AINDA TEM GENTE QUE DIZ QUE A POLÍTICA ECONÔMICA É A MESMA... É PRA RIR?
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Henrique Silva (187) 28/11/2009 00h43
Henrique Silva (187) 28/11/2009 00h43
LULA: estimulou a criação de emprego e reduziu o desemprego deixado por FHC de 13% para 7,5% (em outubro de 2009). Os salários tiveram recuperação da perda deixada por FHC e o salário mínimo mais que dobrou (o resultado foi a movimentação econômica e a queda do desemprego)
FHC: privatizou as mais importantes estatais a preços questionáveis e viu o lucro destas empresas sair dos cofres da união para sustentar o crescimento econômico de companhias internacionais. Não privatizou a PETROBRÁS por sofrer forte pressão e protestos da sociedade, mas vendeu 2/3 das ações da empresa.
LULA: encerrou a farra das privatizações, valorizou em mais de 1000% a grande maioria das estatais e estas hoje são importantíssimas como promotoras do crescimento, suprimento de crédito nacional e geração de emprego (com mão de obra especializada).
FHC:Manteve durante todo seu governo juros altos (chegando a 48%) e entregou o governo com 25% da SELIC e fez com que o Brasil assumisse a liderança isolada dos juros NO MUNDO.
LULA: reduziu gradualmente os juros (que hoje é de 8,75%), o país deixou a liderança dos juros e hoje ocupa o quinta posição (com tendência de queda em médio e longo prazo).
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Henrique Silva (187) 28/11/2009 00h42
Henrique Silva (187) 28/11/2009 00h42
Só pra esclarecer algumas diferenças na política econômica do governo LULA e a (des)política do governo tucano:
FHC: Atrelou o real com o dólar durante metade de seu governo, o que fez com que o país se endividasse irresponsavelmente. Isto para poder importar produto barato manter a inflação baixa, mas muitas empresas nacionais quebrarem e o desemprego dobrar em apenas 4 anos. Em 1999 (após as eleições) aderiu ao câmbio flutuante e endividou ainda mais a dívida do país (que estava em dólar). Ao ser socorrido pelo FMI perdeu a autoridade de seu governo e a política econômica passou a ser comandada pelo Fundo Monetário Internacional.
LULA: Não tentou pirotecnia, como atrelamento de câmbio, estimulou as exportações (que mais que triplicou em seu governo), protegeu empresas nacionais com crédito, transformou a dívida em dólar em dívida em real, reduziu a dívida deixada por FHC de 67% do PIB para 42% do PIB (e com previsão de queda ainda maior para os próximos anos).
FHC: o país parou de investir em infra-estrutura para poupar dinheiro para pagar a dívida externa que ele mesmo explodiu em seu desgoverno.
LULA: colocou o país novamente como promotor do crescimento e realiza obras para combater os gargalos em infra-estrutura que se acumularam durante 20 anos.
FHC: sua política provocou crescimento do desemprego, que saiu da casa dos 6% para 13%. Sua política de arrocho salarial provocou o esfriamento econômico por falta de consumo e aumento das desigualdades sociais.
CONTINUA
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