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Dinheiro
02/10/2007 - 16h59

Blitz no Shopping 25 de Março apreende 74 mil produtos piratas

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da Folha Online

Uma blitz no Shopping 25 de Março, um dos maiores centros de comércio popular da cidade de São Paulo, resultou na apreensão de 74 mil produtos falsificados, que encheram mais de quatro caminhões nesta terça-feira.

Entre 6h e 16h, 120 policiais militares e seis oficiais de Justiça realizaram a operação, determinada por uma liminar expedida pela 11ª Vara Cível ao grupo de proteção à marca BPG. Ao todo, 150 lojas foram averiguadas.

"A liminar determinou a interdição do shopping e o arrombamento das lojas. Não houve tumulto. Os donos foram autuados e intimados a se abster de vender produtos piratas, sob pena de multa diária de R$ 5.000", explica o advogado da BPG Newton Vieira Junior, que trabalhou na operação acompanhado de outros das advogados da entidade.

Segundo Vieira, haverá fiscalização permanente no local para coibir o comércio de mercadoria falsificada. "Se percebermos irregularidade, haverá nova fiscalização", diz.

Entre os milhares de itens apreendidos estão bolsas, relógios, óculos, roupas, carteiras, acessórios (fivelas, chaveiros, pulseiras, etc.) e tênis falsificados das marcas representadas pela BPG, entre elas Louis Vuitton, Chanel, Nike, Swedish Match, Oakley e Henkel.

Não há estimativa do valor da apreensão por se tratar de mercadoria pirata, e não contrabandeada ou sem nota fiscal, como ocorre em outros tipos de blitze, explica o advogado. "Um relógio da Chanel ou da Louis Vuitton varia de R$ 5 a R$ 30 mil. Uma cópia pode valer a partir de R$ 50, R$ 100. Não tem valor fixo", diz.

Em maio deste ano, uma operação da PM no mesmo local terminou com a apreensão de 31 toneladas os produtos falsificados das marcas Nike e CBF.

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Comentários dos leitores
Alcides M. Netto (3) 19/11/2007 10h31
Alcides M. Netto (3) 19/11/2007 10h31
SAO BERNARDO DO CAMPO / SP
Pirataria é cópia dos produtos originais. Contrabando é a venda de produtos originais cujos impostos não foram pagos ao nosso famigerado governo. Portanto é crime. Quem compra também é criminoso? E manter os estabelecimentos que vendem estes produtos pirateados ou mesmo contrabandeados, também não é crime? Fiscalização que permite a venda destes produtos e depois faz uma operação "cata alguns", ela também não está fazendo parte deste crime?
Há muitas perguntas que ficarão sem respostas. Portanto, o povo tem mais é que comprar aquilo que lhe convém e com preços que cabem em seu bolso. Afinal o governo já está com a burra cheia, pois se não estivesse não estaria criando ministérios cujo existência chegam a beira do absurdo.
O Lau foi preso e continua envolvido em contrabando. Quem é é que está importando as mercadorias? Quem é que está nacionalizando? Sem dúvidas um departamento do governo.
Hipócritas!!!!
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Luiz Fernando Santos (2) 16/10/2007 17h43
Luiz Fernando Santos (2) 16/10/2007 17h43
SAO PAULO / SP
Todo dia fala de apreensão, de prejuízo na arrecadação, mas ninguém fala em redução de impostos para que o pequeno empresario possa se enquadrar na lei e sair da informalidade e da sonegação. 5 opiniões
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Antonio Custodio (48) 16/10/2007 16h40
Antonio Custodio (48) 16/10/2007 16h40
Ai começa a ética, quando compramos um produto "pirateado ou contrabandeado" sabendo que além de estarmos infringindo a lei, estamos deixando a ética de lado. Só existe este tipo de produto porque tem quem compre. Só existe politicos da qualidade que temos hoje porque alguem vota neles. Será que são as mesmas pessoas? Cabe bem uma reflexão nas proximas eleições e no nosso dia a dia, estamos agindo dentro da ética??? 10 opiniões
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