Indiana diz que receptor de TV digital de R$ 250 é limitado
SIMONE CUNHA
Colaboração para a Folha de S.Paulo
O receptor de TV digital fabricado pela Encore do Brasil, um dos modelos com preço na faixa de R$ 200, anunciada pelo Ministério das Comunicações será limitado, ou seja, não terá a capacidade máxima de resolução da TV digital: 1.080 linhas.
"É um modelo que será acessível à baixa renda, às pessoas que vão continuar com sua TV de até 14 polegadas", diz o presidente da Encore Tecnologia do Brasil, Jakson Sosa.
A empresa, que está fabricando o conversor no país, é uma joint venture entre a indiana Encore e o Comsat.
O equipamento custará R$ 250 e terá resolução de 320 por 480 linhas. Segundo Sosa, é um receptor de TV móvel --com a tecnologia OneSeg--, mais adequada para televisores de 3,5 a 7 polegadas. "Não é um receptor que vai atender toda a demanda necessária, mas por que alguém compraria um receptor de R$ 700 para ligar em um televisor de 18 polegadas?"
A redução de custos, segundo ele, será possível em razão do uso de softwares livres --como o Linux-- no equipamento, além de outros componentes de preço mais baixo. "Essa configuração nasceu do computador de baixo custo."
A empresa foi uma das fornecedoras do programa Um Computador Por Aluno, que distribuiu notebooks de baixo custo em escolas públicas do país.
Sosa diz que o primeiro lote de 10 mil conversores deve ser lançado ainda neste mês e será vendido por meio da televisão ou telemarketing.
Em um segundo estágio, e após analisar a demanda pelo equipamento, ele afirma que virá um segundo lote, com 100 mil equipamentos.
Por meio da assessoria de imprensa, o Ministério da Comunicações disse que reitera que "vai haver conversores no mercado a R$ 200" e que o custo deles deve diminuir posteriormente. O órgão não especifica, no entanto, a resolução desse tipo de aparelho.
O ministério disse que não investiu na produção de receptores para a televisão digital, somente destinou quase R$ 6 milhões para o desenvolvimento do software que vai permitir a interatividade, o Ginga.
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Sosa diz que a Encore pesquisou o mercado de conversores de resolução mais alta --de 1.080 linhas-- e conseguiria "fabricar um 'set top box' [conversor para TV fixa] com custo entre R$ 400 e R$ 550".
Na semana passada, o presidente da Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos), Lourival Kiçula, disse que as fabricantes dos conversores para a TV digital lançariam o produto no mercado com custo entre R$ 700 e R$ 800.
A entidade diz que seus associados produzirão modelos de 1.080 linhas de resolução.
Ainda assim, Sosa diz que a Encore não pretende produzir outros modelos de conversores. "Achamos que a vida útil de um conversor será muito curta. As pessoas vão continuar usando os mesmos televisores, que não têm alta definição, com um conversor de maior qualidade."
A falta de interesse da Encore em produzir outro modelo, segundo ele, vem do custo do aparelho, o que tornaria muito mais difíceis o ganho de escala e a redução do preço. "É o preço de uma televisão 21 ou 20 polegadas hoje em dia, e o consumidor não irá trocar."
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Parabéns à Argentina pela nova lei das telecomunicações, reservando 2/3 do espaço para a educação. Nossos vizinhos estão avançando mais rapidamente nas leis do que nós, preocupados em fazer CPI´s eleitoreiras e esquecendo das reformas necessárias ao país.
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uma coisa é transmitir outra é produzir conteudo.
isso já era para ter sido modificado a muito tempo.
que pena eu tenho de nós.
pelo menos, nao assisto tv aberta a muuuito anos, assino tv e banda larga, uso o computador desde os primordios, sou um leigo em assunto televisivo, ainda bem. ironico é que fico sabendo das coisa antes.
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